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29 DE SETEMBRO DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO

Descoberta precoce de fatores de risco para o coração, ainda nos jovens, possibilitam melhores tratamentos e controle mais rígidos de problemas que podem se agravar ao longo dos anos.

Criado no ano 2000 pela WHF – World Heart Federation, o Dia Mundial do Coração tem o objetivo de alertar as pessoas sobre a importância de manter uma boa saúde do coração. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil indivíduos por ano sofrem IAM- infarto agudo do miocárdio, que acaba sendo fatal para 30% deles.

“As doenças cardiovasculares podem afetar o coração e os vasos sanguíneos, em destaque para a doença arterial coronariana, que envolve dor no peito e o infarto agudo do miocárdio, sendo esta doença a maior causa de morbimortalidade no mundo. Por isso e importante ficar atento aos fatores de risco, sinais ou sintomas precoces. Quanto antes for diagnosticado algum problema, melhor será o tratamento e controle”, explica a Dra. Nádia de Mendonça Carnieto, cardiologista intervencionista da FIDI.

Os principais fatores de risco para eventos cardiovasculares são: hipertensão, diabetes, dislipidemia (níveis elevados de gordura no sangue), histórico familiar, estresse, tabagismo, obesidade, sedentarismo e doença da tireoide. O uso de drogas ilícitas, como a cocaína também pode levar ao infarto agudo do miocárdio. “Os jovens devem procurar o cardiologista mais precocemente, objetivando a identificação de qualquer sinal de alerta. Enfatizando que o tabagismo pode desenvolver doença coronariana, independente dos demais fatores de risco envolvidos”, salienta Dra. Nádia.

Sintomas

Falta de ar, cansaço que antes não eram percebidos, principalmente após a realização de algum esforço físico, dor como um aperto, queimação ou pontadas na região do tórax associada a formigamento ou dor no braço esquerdo, dor na região da mandíbula ou nas costas, devem alertar o indivíduo a procurar um cardiologista para uma avaliação mais detalhada.

Não existe um momento exato para que os sintomas se manifestem, por isso é necessária à conscientização e conhecimento dos sinais, sintomas e fatores de risco, dando destaque ao histórico familiar. Nos pacientes diabéticos os sintomas podem ser silenciosos ou atípicos, o que demanda acompanhamento clínico periódico.

Exames

Inicialmente uma coleta de sangue pode auxiliar na detecção dos fatores de risco que devem ser controlados como níveis de colesterol, glicemia, função renal e tireoidiana.

O exame mais importante para iniciar a investigação cardíaca é o eletrocardiograma, revelando qualquer anormalidade. Outros exames como raios-x de tórax, ecocardiograma, teste ergométrico, cintilografia miocárdica, cateterismo cardíaco e angiotomografia de coronárias, quando indicados, ajudam a elucidar e detalhar as doenças cardiovasculares.

Tratamento

Qualquer doença descoberta precocemente tem muito mais chances de ser tratada e controlada, e com o coração não é diferente. Com a evolução dos métodos diagnósticos, mais precisos e detalhados, o tratamento tem melhor resultado.

Na medicina existe a historia natural da doença, que é a progressão ininterrupta de uma doença desde seu surgimento até a recuperação ou mesmo a morte. O tratamento prevê a intervenção desta historia natural, visando o controle dos fatores de risco.

“O paciente deve se sentir cuidado e controlado e não doente pelo fato de precisar tomar remédios, atitude que pode prejudicar no controle da doença. A medicação não pode ser encarada como vilã”, comenta Dra. Nádia.

Os stents têm sido utilizados no tratamento da doença coronária, procedimento conhecido com angioplastia. Trata-se de um pequeno tubo que desobstruiu o vaso do coração empurrando a placa de gordura. Procedimento eficiente e menos agressivo do que a cirurgia convencional de revascularização, já que não necessita a abertura do tórax.

Prevenção

  • A melhor prevenção e ir ao cardiologista e seguir suas orientações.
  • Abandonar o sedentarismo, tabagismo e iniciar atividade física, conforme orientação médica.
  • Trinta minutos de caminhada pelo menos três vezes por semana já é benéfico ao coração.
  • Procurar manter uma alimentação saudável, sem gorduras ou frituras, dando preferência às carnes brancas.
  • Inserir vegetais, folhas e legumes nas refeições.
  • Trocar a sobremesa calórica por uma fruta.
  • Evitar o consumo excessivo de açúcar, massas, pães e alimentos industrializados.
  • Restringir a ingesta de bebidas alcoólicas.

Fonte: http://fidi.org.br