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5 DICAS PARA AS MULHERES SE PREVENIREM DAS DOENÇAS CARDÍACAS

“Fazer exercícios físicos, perder peso, não fumar e controlar os fatores de risco diminuem os riscos de infarto e outras doenças vasculares, como o acidente vascular cerebral (AVC)”, ressalta o diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, o prof. dr. Roberto Kalil Filho. “Isso vale para as mulheres, mas também para os homens”, acrescenta.

São considerados fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas, tanto para homens quanto para as mulheres: tabagismo, diabetes, colesterol alto, sedentarismo, estresse, obesidade, história familiar positiva (pais e irmãos com doenças cardíacas até os 60 anos de idade) e hipertensão arterial sistêmica.

No entanto, aspectos culturais, ambientais e biológicos podem fazer com que alguns desses fatores aumentem os riscos nas mulheres, como o tabagismo. Além de aumentar o risco em até 3 vezes de desenvolver doenças cardiovasculares, o cigarro, quando associado às pílulas anticoncepcionais, possui um evento pró-trombótico, colocando em risco a vida dessa mulher.

Outro grande vilão da saúde cardíaca da mulher é o açúcar. Segundo pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, divulgada em 2013, mulheres estressadas têm sete vezes mais vontade de comer doce do que aquelas não estressadas. A possível explicação desta associação está no poder que o açúcar tem em reduzir os níveis de cortisol, o hormônio responsável pelo estresse. E esse estado emocional tem sido um problema cada vez mais comum nas mulheres devido ao acúmulo de funções (longas jornadas de trabalho, cuidar dos filhos e da casa).

Assim como o consumo exagerado de sal eleva os níveis pressóricos (hipertensão arterial) nos cardiopatas, o açúcar em excesso pode levar à obesidade ou ao aumento do índice glicêmico nas pessoas com diabetes. “As duas doenças (hipertensão e diabetes) agem agredindo os vasos e as artérias, aumentando assim os riscos de doenças vasculares”, explica o dr. Kalil Filho.

A idade também é um fator que merece atenção especial das mulheres. Após a menopausa, que ocorre geralmente entre os 45 e 55 anos de idade, o risco de infarto e outras doenças cardiovasculares aumenta devido a diminuição da produção de estrógeno no organismo feminino. Esse hormônio tem um efeito protetor sobre os vasos que irrigam o coração. Segundo pesquisas feitas nos Estados Unidos, entre 45 e 64 anos de idade, uma em cada nove mulheres tem alguma doença cardiovascular. Depois dos 65 anos de idade, essa relação passa a ser de um caso para cada três mulheres apenas.

“Muitas mulheres acham que o infarto é um problema apenas dos homens, mas isso é mito. As doenças ligadas ao coração vêm crescendo na população feminina, equiparando-se aos homens”, avalia o prof. dr. Roberto Kalil Filho.

Como as mulheres podem se prevenir das doenças cardíacas?

1) Não fumar
No Programa de Prevenção e Tratamento do Tabagista do Hospital Sírio-Libanês, mais de 50% dos participantes conseguem parar de fumar, enquanto essa taxa é de apenas 5% entre as pessoas que tentam sozinhas.

2) Diagnosticar e controlar o diabetes, a hipertensão e o colesterol
As avaliações de rotina da saúde da mulher devem incluir os exames que detectam esses fatores de risco para o coração. Diante de alterações nesses exames, um cardiologista deve ser consultado para definir o tratamento mais indicado.

3) Praticar atividade física
Aproximadamente 150 minutos semanais de exercícios de moderada intensidade ou 75 minutos semanais de alta intensidade ajudam na prevenção dos fatores de risco relacionados às doenças cardíacas.

4) Consumir açúcar e sal com moderação
A Organização Mundial da Saúde recomenda que o consumo diário máximo por pessoal seja de 25 g de açúcar e 5 g de sal. Esses valores correspondem, no entanto, a uma dieta diária de aproximadamente 2 mil calorias e incluem as quantidades de açúcar e sal já embutidos nos alimentos. Biscoitos, massas e até carne podem conter grandes quantidades de açúcar e sal.

5) Redobrar a atenção depois da menopausa
Nesse período em que o organismo deixa de produzir o hormônio estrógeno, os riscos cardíacos aumentam. Por isso, as mulheres devem realizar além dos exames ginecológicos, os exames de rotina direcionados para o coração com um especialista da área.

Fonte: https://www.hospitalsiriolibanes.org.br