Central de agendamento: (19) 3886.2444 | 3876.3435 | 3836.3839 | 3836.3894 | Facebook

A IMPORTÂNCIA DO SONO NO CONTROLE DO PESO

A obesidade é considerada uma doença crônica, influenciada por fatores sociais, comportamentais, ambientais, culturais, psicológicos, metabólicos e genéticos, resultado do desequilíbrio energético ocasionado pelo aumento no consumo calórico e inatividade física, gerando acúmulo de gordura corporal. O grande problema desse contexto não é a alteração estética corporal que ocorre, mas sim o risco para o desenvolvimento de diversas doenças como as metabólicas, ressaltando o diabetes tipo 2, alterações cardiovasculares como hipertensão arterial, acidentes vasculares encefálicos, esteatose hepática e cânceres. Esses quadros geralmente são resultantes do acúmulo de gordura visceral e resistência insulínica ocasionados pelo excesso de tecido adiposo.

Alguns estudos sugerem que o sono pode influenciar no balanço energético existente entre gasto e consumo de calorias, levando ao ganho de peso. O mecanismo responsável por regularizar essa influência não está totalmente elucidado, mas o consenso é que um sono de má qualidade ou curta duração pode influenciar no apetite, na sensação de saciedade e na qualidade da ingestão alimentar.

Dois mecanismos podem agir diretamente nesse processo. A curta duração de sono pode reduzir a função da leptina, hormônio responsável por regularizar a saciedade e, por aumentar o hormônio grelina, responsável por estimular o apetite. O resultado dessas alterações levam ao aumento da fome e da necessidade de consumir alimentos.

E o problema não para por aí. Além de aumentar o apetite, a restrição de sono interfere na seleção dos alimentos, aumentando a preferencia pelos mais calóricos. Segundo um estudo realizado pelo grupo da pesquisadora, Dra. Eve Van Cauter, expert na área de ritmos biológicos e alterações endócrinas, o apetite dos voluntários por carboidratos como doces, biscoitos e salgados aumentou de 33% para 45% e o mesmo não aconteceu em relação a vontade por frutas, vegetais ou alimentos ricos em proteínas. Esse quadro é alarmante, pois as pessoas com problemas de sono além de sofrerem alterações hormonais, predispondo ao aumento no consumo alimentar, tendem a preferir alimentos de pobre composição nutricional.

Resumindo, para quem quiser controlar adequadamente o peso corporal e evitar a obesidade não basta apenas cuidar da alimentação e se inserir num programa de atividade física. Estas ações, certamente, não podem ser dispensadas e são fundamentais para se alcançar esse objetivo. Mas, vale lembrar que, associado a esses dois fatores, será imprescindível adotar atitudes para se conseguir uma boa noite de sono.

Fonte: http://www.einstein.br/blog/Paginas