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AMAMENTAÇÃO BEM SUCEDIDA

O aleitamento traz inúmeros benefícios para a mamãe e o bebê: contem todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento do bebê, A amamentação apresenta benefícios em longo prazo diminuindo o risco de hipertensão e outras doenças.

Para a mulher, a amamentação logo após o parto favorece a contração uterina e retorno do útero ao tamanho normal, reduzindo o risco de complicações hemorrágicas pós-parto e anemias e favorece o retorno do peso de antes da gestação. A amamentação reduz o risco de câncer de mama.
São raras as mulheres que não conseguem amamentar. No geral, a grande maioria é capaz de ter uma amamentação bem sucedida. O principal requisito é o desejo em amamentar. Obter informações sobre a amamentação em livros e sites especializados e buscar orientação profissional para iniciar a amamentação e se ocorrer dificuldades. O apoio da família favorece que a amamentação seja bem sucedida. “Hoje é cada vez mais comum encontrarmos mães que conseguiram amamentar exclusivamente até os seis meses sem recorrer à complementação por fórmula”, diz Natália Turano, enfermeira do Einstein. Esta é uma boa notícia, afinal o aleitamento materno é fundamental para a saúde dos lactentes e suas mães.
Como ocorrem as mudanças na mama para a produção de leite
Na gestação, a ação dos hormônios prepara a mama para produzir o leite. O hormônio estrogênio presente em grandes quantidades durante a gestação, estimula a ramificação do sistema de ductos e o progestogênio, a formação dos lóbulos. Outros hormônios como o lactogênio placentário, prolactina e gondaotrofina coriônica estão envolvidos no desenvolvimento mamário.
Com o nascimento do bebê e a saída da placenta, há queda dos níveis de progestogênio, lactogenio placentário, estrógenos e progesterona e liberação da prolactina pela hipófise, iniciando a produção de leite. A sucção do bebê na mama estimula a hipófise a liberar os hormônios: a ocitocina atua na contração das células produtoras de leite e auxilia na saída do leite da mama e a prolactina estimula a mama a produzir o leite.
Quanto mais o bebê estimula a mama, mais leite é produzido. “Se existe restrição à amamentação, porque o bebê não suga ou porque é retirado do seio antes de terminar uma mamada espontaneamente, a produção pode não ser estimulada adequadamente”, explica Natália. Já a oxitocina é liberada durante a amamentação e provoca a descida do leite pelos ductos até ao mamilo, chamado de reflexo da descida ou ejeção. Quando o bebê mama, ao tocar com a boca no mamilo e na aréola, envia mensagens nervosas para o cérebro, que libera o hormônio na corrente sanguínea e provoca a ejeção do leite. “Com o tempo e a prática da amamentação, apenas o choro, a visão ou pensamento do bebê podem ser suficientes para provocar o fluxo de leite”, explica a enfermeira. Se a mãe está deprimida, cansada ou com falta de confiança na amamentação, o reflexo da oxitocina pode ser inibido, mas o aspecto positivo desse processo é que essa inibição pode ser temporária e revertida.
O mecanismo envolvido no aleitamento materno é como um relógio, com engrenagens trabalhando em sintonia perfeita, e de maneira tranquila e constante. Se a sucção do bebê não é correta, ela não estimula as terminações nervosas na aréola, que não envia o estímulo correto de liberação do leite. O resultado disso: redução da produção de leite! Existe pega incorreta ou técnica de mamada inadequada. “Se isso ocorrer, a mãe pode pedir ajuda de uma profissional”, orienta Natália.
Como amamentar
A melhor posição para amamentar o bebê é aquela em que mãe e filho ou filha estejam bem confortáveis. Mas existem várias posturas que se pode dar de mamar e não apenas a clássica barriguinha do bebê colada na da mãe.

Fonte: http://www.einstein.br