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Amamentação: proteção e saúde

Durante os noves meses de gestação, a mulher desenvolve milhões de células para dar forma e saúde ao bebê que está para chegar. Após o nascimento, sua contribuição para o crescimento saudável do pequeno está no aleitamento.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde , é recomendado amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida.

“O leite materno é o melhor alimento para o bebê, devido aos componentes nutricionais, antiinfecciosos, imunológicos e seus benefícios psicológicos e sociais”, diz a Enfermeira Maria Fernanda Dornaus, Coordenadora da Unidade Neonatal do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

A amamentação proporciona o crescimento e desenvolvimento adequado do bebê e protege contra infecções como, por exemplo, diarreia, infecções respiratórias e otite média. A sucção, por sua vez, estimula o desenvolvimento da cavidade oral e dos músculos da face do bebê, auxiliando a prevenir problemas ortodônticos. Há benefícios na vida adulta reduzindo o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes tipo 2 e obesidade.

O leite materno é o melhor alimento para o bebê, devido aos componentes nutricionais, antiinfecciosos, imunológicos e seus benefícios psicológicos e sociais

A amamentação contribui ainda para a saúde da mulher. Enquanto amamenta, seu organismo libera a ocitocina, hormônio que ajuda o útero a se contrair e reduz o risco de hemorragia e de anemia pós-parto. A amamentação reduz o risco de doenças cardiovasculares, câncer de mama e ovário, entre outros benefícios.

Primeiras mamadas

Logo após o nascimento, há produção do colostro. Com coloração amarelada e bastante espesso, esse primeiro leite, como é chamado, oferece uma proteção contra várias doenças, pois possui grande concentração de anticorpos. A ação do colostro pode ser comparada a uma vacina. Com o passar dos dias, há alterações na composição do colostro para leite de transição e no final do primeiro mês há estabilização dos componentes, dando lugar ao leite maduro.

O leite materno é composto de água, proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e imunoglobulinas.

“As gorduras são responsáveis pelo desenvolvimento do sistema nervoso além de ser fonte de energia. Há ainda a lactose, que favorece a absorção do cálcio, reduz o risco de raquitismo e promove a formação de uma flora específica no intestino do bebê, que dificulta o crescimento de bactérias causadoras de doenças”, afirma Maria Fernanda.

Somente no sexto mês devem ser introduzidos outros alimentos, com a orientação de um pediatra ou nutricionista. “Mas recomenda-se continuar amamentando a criança até os 2 anos de idade ou mais, dada a maior facilidade de digestão do leite materno em comparação com outras fórmulas lácteas, além do melhor aproveitamento de todos os nutrientes, que ajudam no desenvolvimento saudável da criança”, diz Ana Potenza, nutricionista da Unidade Neonatal.

Embora a composição do leite não dependa do estado nutricional da mãe, sua alimentação, durante o período de amamentação a alimentação deve ser equilibrada e rica em nutrientes. É recomendado uma ingestão de calorias e líquidos além do habitual. O ideal é fazer 5 ou 6 refeições por dia.

Outra recomendação importante é não consumir bebidas alcoólicas, uma vez que o álcool rapidamente passa para o leite depois de ser ingerido, e essa substância certamente não faz bem à saúde do pequeno.

Quanto à higiene, é preciso desfazer um mito. Muitas mães acreditam que devem limpar os seios antes e depois das mamadas, mas se enganam. “Isso remove a lubrificação natural da pele, deixando-os mais sensíveis e propensos a lesões”, diz Maria Fernanda. O correto é lavá-los normalmente durante o banho. E, salvo por indicação médica, não usar nenhum produto ou creme nos seios durante o período de amamentação.

Fonte:  http://www.einstein.br/Hospital/maternidade/amamentacao/Paginas/amamentacao-protecao-e-saude.aspx