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AREIA DA PRAIA PODE ESCONDER DOENÇAS

Bicho geográfico, toxoplasmose, micoses … areia pode ser canal de transmissão. Saiba quais são os riscos e como evita-los

Férias, calor e o verão são um convite para a praia, correto? Mas alguns cuidados precisam ser tomados para que o descanso não vire uma dor de cabeça. Micoses, viroses, bicho geográfico etc podem estragar o seu final de ano. Para evita-los adote uma medida simples: tome cuidado com a areia, que muitas vezes está contaminada pelo despejo de lixo, esgoto ou fezes de animais.

A areia úmida pelo esgoto não tratado pode ser um depósito de bactérias que causam, por exemplo, diarreia. Já a areia seca contaminada por fezes de animais (cães e gatos) pode transmitir parasitas e larvas, caso do bicho geográfico.

Bicho geográfico

O Ancilostomideo, ou bicho geográfico, é um parasita que penetra na pele humana e, ao se locomover, deixa traços e marcas semelhantes a um mapa – daí o nome popular. A doença provoca vermelhidão na região contaminada, bolhas e coceira. Ainda há o risco de a pessoa desenvolver, caso ela coce muito o local, uma infecção secundária por causa do depósito de bactérias nas unhas.

O bicho geográfico pode ser tratado de diversas formas, sendo as mais comuns com cetoconazol (pomada) e ivermectina (via oral). O mais eficaz, porém, é evitar que cães circulem (e defequem) na areia da praia.

Toxoplasmose

A contaminação da areia por fezes de gatos representa um risco ainda maior ao homem. “A toxoplasmose é bem mais complicada”, afirma o infectologista do Einstein, dr. Jacyr Pasternak. “O toxoplasma gondii é essencialmente um parasita de felinos: só neles ele completa o ciclo biológico.”

Em outros animais, explica o médico, o ciclo é iniciado. “O cisto se rompe no estômago e os parasitas atravessam a parede do tubo digestivo e se espalham. Não há ciclo intestinal. Os parasitas têm preferência por alguns tecidos, em especial o tecido nervoso.”

Em pessoas com imunidade normal a infecção pode ser assintomática ou parecer com a mononucleose. Os sintomas são: febre, aumento de gânglios e sinais bioquímicos de lesão hepática. Alguns pacientes, no entanto, têm a invasão da retina e uma corio retinite.

“Já em pessoas com defeitos da imunidade, especialmente adquiridos, como em linfomas e em transplantados, ou em pessoas com AIDS, os cistos se reativam e há uma doença diferente, quase sempre abscessos cerebrais”, afirma o dr. Pasternak.

Vale ressaltar que não é qualquer gato que transmite a doença – bichos de estimação, que não costumam sair de apartamentos ou casas, dificilmente serão transmissores. Além disso, carnes mal cozidas ou passadas também podem transmitir a doença. O mesmo vale para os cães – não são todos que transmitem o bicho geográfico.

Micoses

Micose é um nome genérico para infecções por fungos. A mais comum é a Microsporum canis transmitida por cães e gatos – responsável por até 30% dos casos de micose humana.

“As lesões se caracterizam pela coloração avermelhada, com descamação e podem apresentar vesículas, acompanhadas de prurido”, afirma a dermatologista do Einstein, dra. Selma Cernea. “Se não forem tratadas, as lesões tendem a crescer e atingir áreas extensas da pele.”

As micoses são tratadas geralmente com aplicação local de antimicóticos, porém, em casos extensos, é necessário o uso de medicações sistêmicas.

Tungíase

Conhecida como bicho do pé é causada pela penetração na pele da Tunga penetrans, uma pulga que mede 1mm e está presente em solos arenosos. “Se manifesta na pele como um nódulo amarelado com um ponto preto na superfície”, diz a dra. Cernea.

Geralmente surgem nas plantas dos pés. Podem ser dolorosas e pruriginosas (provocar muita cacoceira). O tratamento é feito com a retirada da lesão – caso o paciente apresente muitas lesões é necessário o uso de medicamentos sistêmicos.

Leptospirose

Doença adquirida por contato com urina de roedores, especialmente ratos. É frequente em época de enchentes – devido ao contato com água contaminada pela urina. A doença tem grandes variações: pode ser febre, uma meningite linfocitária ou uma doença grave com insuficiência renal e icterícia, a doença de Weill.

“O tratamento precoce pode evitar a progressão da doença e medicamentos antigos, como a penicilina, são eficientes”.

Fonte: https://www.einstein.br