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CDC LANÇA RECOMENDAÇÕES SOBRE ZIKA

Em fevereiro, o CDC (Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos) lançou uma série de recomendações sobre o Zika virus. Divididas por temas, abrangem desde um breve histórico da doença até o que já se sabe a respeito da infecção. Abaixo, algumas das informações fornecidas pelo órgão americano:

Histórico do zika

O Zika virus foi descoberto em 1947 na floresta Zika, em Uganda, no leste da África. Os primeiros casos de seres humanos infectados pelo vírus foram detectados em 1952, e desde então, ocorreram surtos da doença na África tropical, no sudeste asiático e nas Ilhas do Pacífico.

Em maio de 2015, a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) lançou um alerta sobre o primeiro caso confirmado de zika no Brasil, e em 01 de fevereiro de 2016, a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou a doença caso de emergência de saúde pública internacional.

Sintomas e tratamento

Segundo o centro, a doença atinge uma em cada cinco pessoas infectadas pelo vírus. A maioria não apresenta sintomas, que podem incluir: febre, manchas vermelhas e levemente elevadas na pele, dores articulares e conjuntivite. Também podem surgir dores musculares e de cabeça.

O período de incubação (tempo entre a exposição ao vírus e o começo dos sintomas) não é conhecido, mas provavelmente vai de alguns dias a uma semana.

Os sintomas, muito semelhantes aos da dengue e da chikungunya, também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, em geral não são graves e duram de alguns dias a uma semana.

O vírus normalmente permanece no sangue de pessoas infectadas por cerca de uma semana, mas, em algumas pessoas, pode ser encontrado nesse meio por mais tempo.

O CDC alerta para o fato de a doença não ter tratamento específico. Para aliviar os sintomas, o centro recomenda repouso, ingestão de líquidos para evitar a desidratação e analgésicos como acetaminofeno (importante: não utilize aspirina ou outras drogas anti-inflamatórias não esteroides, como ibuprofeno, pois elas podem agravar o quadro). O diagnóstico é feito por exame de sangue e clínico.

Prevenção

Não há, por enquanto, vacina disponível para o zika. O único meio de não contrair a doença é evitar a picada do mosquito Aedes aegypti.

Para isso, o CDC recomenda que as pessoas que viajam para países onde há casos de zika:

  • Vistam calças e blusas com mangas compridas;
  • Durmam sob mosquiteiros, caso precisem pernoitar em locais abertos;
  • Deem preferência para locais com ar-condiconado ou que tenham telas nas portas e janelas;
  •  Usem repelentes (importante: aplique o produto seguindo as instruções da embalagem. Se for usar protetor solar, aplique-o primeiro e só depois passe o repelente ).

Em bebês:

  • Não use repelentes em crianças menores de 2 meses de idade;
  • Vista o bebê com roupas que cubram pernas e braços;
  • Cubra o berço, carrinho e “canguru” com mosquiteiro;
  • Não aplique repelente nas mãos, olhos e boca do bebê. Não use o produto nas áreas da pele que por ventura estejam cortadas ou irritadas;
  • Passe o repelente nas suas mãos e então aplique o produto no rosto da criança.

Durante a primeira semana de infecção, a pessoa pode transmitir zika para o Aedes, que pode infectar uma pessoa saudável por meio da picada. Caso você esteja infectado:

  • Evite contato com o mosquito durante esse período;
  • Use preservativos durante as relações sexuais, pois homens podem contaminar seus parceiros ou parceiras por via sexual, já que o vírus permanece presente no sêmen (ainda não se sabe por quanto tempo);
  • Se você viajou para áreas endêmicas e sua parceira estiver grávida, use preservativo todas as vezes que fizerem sexo vaginal, anal ou oral ou, se possível, evitem as relações sexuais durante a gravidez.

Transmissão 

O vírus pode ser transmitido: 1) pela picada de um Ades infectado; 2) de mãe para filho durante a gravidez (ainda não há relatos de contaminação pelo leite materno); 3) através do sêmen de um homem contaminado (o vírus fica mais tempo presente no sêmem do que no sangue); 4) por transfusão de sangue.

O CDC salienta que o vírus é transmitido principalmente pela picada do mosquito das espécies Aedes (A. aegypti e A. albopictus), os mesmos que transmitem dengue e febre chikungunya.

O mosquito deposita seus ovos em água parada de locais como baldes, vasilhas de animais, vaso de flores e plantas. Costumam picar durante o dia, mas também picam à noite. Infectam-se quando picam uma pessoa já infectada com o vírus e depois contaminam outras pessoas saudáveis ao picá-las.

Microcefalia e Guillain-Barré

O CDC afirma que há suspeitas de ligação entre o zika e a síndrome de Guillain-Barré, doença auto-imune que atinge o sistema nervoso causando fraqueza muscular e, em alguns casos, paralisia.

Afirma, também, que há uma associação entre o zika e os casos de microcefalia má-formação congênita caracterizada por anormalidades no crescimento do cérebro, em bebês de mães que tiveram a doença. Reforça que o órgão americano está trabalhando com autoridades de saúde brasileiras e internacionais para comprovar as associações.

Fonte: http://drauziovarella.com.br