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COMO USAR CORRETAMENTE OS REPELENTES

Com o aumento dos casos de dengue, deve-se adotar várias medidas protetoras, além do uso consciente dos repelentes

O uso de roupas, telas protetoras e mosquiteiros são fortes aliados na prevenção das picadas de insetos, que são vetores de doenças infecto-parasitárias. Além disso, com o aumento dos casos de dengue, é importante o uso de repelentes com segurança. É necessário ter cuidado e conhecer bem os produtos disponíveis no mercado, seus princípios ativos e concentrações, para evitar os indesejáveis efeitos colaterais.
“Existe um tipo de repelente para cada idade específica e alguns não podem ser usados em crianças muito pequenas, devido ao risco de absorção pela pele. Não há um consenso mundial sobre a idade mínima para uso de repelentes tópicos nem quanto às concentrações máximas permitidas por faixa etária, mas no Brasil a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, em 8 de abril de 2013, um novo regulamento para os produtos repelentes de insetos, que são enquadrados na categoria de cosméticos, porém com rótulos mais claros ao consumidor”, explica a dermatologista do Einstein dra. Selma Helène.
Os repelentes tópicos podem ser sintéticos ou naturais e os produtos mais utilizados em todo o mundo e disponíveis no Brasil são:
-DEET ,n, n-dietil-metatoluamida
É eficaz contra o Aedes aegypti e permitido para crianças acima de dois anos de idade em concentrações de até 10%.
– Icaridina (ou KB 3023) (acido piperidinecarboxilico)
No Brasil, o seu uso é permitido em crianças a partir de dois anos de idade e o produto comercial contém Icaridina a 20%. Nesta concentração o período de proteção pode chegar até 10 horas, dependendo das atividades físicas da criança. Ele protege contra o Aedes aegypti
-IR3535
Possui menor tempo de proteção, aproximadamente quatro horas, segundo estudos comparativos com outros repelentes.
“Os óleos naturais são os mais antigos repelentes conhecidos no mercado. O óleo de eucalipto-limão de 10 a 30%, óleo de soja a 2%, óleo de citronela de 5 a 15%, entre outros. Porém, possuem níveis de evidência variáveis e poucos estudos sobre segurança em relação à faixa etária. Eles são altamente voláteis e seu efeito costuma ser de curta duração. Já os dispositivos ultrassônicos, elétricos, luminosos com luz azul e pulseiras com repelentes são ineficazes, não possuindo comprovação científica. Os produtos que combinam repelentes com filtros solares não devem ser usados em crianças, pois os protetores são reaplicados com uma frequência maior e os repelentes não devem ser usados mais do que três vezes ao dia em crianças”, diz a dermatologista.
Orientações para o uso seguro dos repelentes
– não usar repelentes tópicos em menores de dois meses de idade;
– não usar DEET ou Icaridina abaixo de dois anos de idade;
– não aplicar repelente próximo a produtos alimentícios, uma vez que os casos de toxicidade estão mais relacionados com ingestão e inalação;
– evitar aplicação nas mãos das crianças;
– crianças nunca devem aplicar o produto sozinhas;
– aplicar o produto somente nas partes do corpo permitidas e expostas, não use sob as roupas, pois aumenta o risco de absorção e efeitos tóxicos;
– quando usar o produto na face, aplique-o antes nas mãos e depois espalhe na face;
– evitar as mucosas (boca, nariz e olhos) e genitais;
– sempre lavar as mãos após aplicar o produto;
– nunca dormir com o repelente;
– retirar o produto ao voltar para ambientes fechados com água e sabão;
– evitar o uso de repelentes e protetores combinados em um só produto. Use primeiro o protetor solar e depois o repelente;
– usar no máximo três vezes ao dia;
– e o mais importante, respeitar rigorosamente o rótulo e instruções do fabricante.
Em caso de suspeita de qualquer reação adversa ou intoxicação, lave a área exposta e, se necessário, procure o serviço médico e leve a embalagem do repelente.
Fonte: http://www.einstein.br