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CONHEÇA OS RISCOS E SAIBA COMO SE PROTEGER DOS RAIOS

Fenômeno natural é comum no verão. Brasil é o país com maior incidência no mundo

O aumento das temperaturas e da umidade, típicos do verão brasileiro, são condições ideais para a formação dos raios. E é nesta época do ano que aumenta o número de óbitos e acidentes causados por este tipo de descarga elétrica.
O Brasil, com seu clima tropical, é o país com a maior incidência deste fenômeno natural: a cada 50 mortes por raio no mundo, uma acontece em território brasileiro, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). As estatísticas mostram que entre os anos de 2000 a 2009, ocorreram 1321 mortes por raio, media de 132/ano no Brasil.
Os raios podem causar sérias queimaduras, danos ao coração, pulmões, sistema nervoso central e outras partes do corpo através do aquecimento e uma variedade de outras reações eletroquímicas (provocadas pela descarga elétrica).
O óbito ocorre em 30% dos casos de pessoas atingidas por raios, sendo a maior parte por parada cardíaca e respiratória.  Já as sequelas permanentes estão presentes em mais de 70% das pessoas. A maioria das mortes ocorre imediatamente ou em até uma hora após o acidente.
Existem quatro modos (mecanismos) de ser atingido por raios:
– golpe direto (o raio atinge diretamente a pessoa);
– contato lateral ou próximo (o raio atinge o chão ou objeto próximo, como uma árvore ou estrutura metálica);
– espalhamento (o raio atinge o chão e se espalha atingindo as pessoas próximas);
– onda de choque/explosão: deslocamento de ar podendo jogar a pessoa a distâncias de 10 a 15 metros.
Saiba como se proteger dos raios:
– Fuja de locais planos e abertos;
– Evite ficar próximo de árvores ou guarda-sóis;
– Afaste-se de objetos que conduzem eletricidade;
– Não ande em motos ou bicicletas;
– Saia de abrigos abertos, como quiosques e barracas de praia;
– Saia da água;
– Abrigue-se em construções ou túneis;
– Entre no carro;
– Abaixe-se. Caso seja surpreendido e não houver um abrigo, o melhor é ficar agachado, com as mãos nos joelhos e a cabeça entre eles. Afaste-se das pessoas (nesta situação)  –  mantenha uma distância de aproximadamente dez metros.
Fonte: https://www.einstein.br
Por Mauro Iervolino, coordenador médico do Pronto Atendimento da Unidade Ibirapuera