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CONJUNTIVITE SOB CONTROLE

Os olhos ficam vermelhos, coçam, lacrimejam. A pálpebras incham. Parece que entraram ciscos nos olhos. A luz passa a incomodar. Quem nunca passou por esse incômodo?

Os sintomas são de uma das doenças oculares mais comuns: a conjuntivite – inflamação da conjuntiva, membrana fina e transparente que recobre a parte da frente dos olhos e o interior das pálpebras, responsável por proteger e lubrificar esse órgão tão delicado.
A doença pode ser infecciosa – causada por vírus, bactérias, fungos ou protozoários – ou então não-infecciosa, provocada por alergias e por produtos químicos.
Os sinais de desconforto variam de uma pessoa para outra, mesmo porque existem vários tipos de conjuntivite. Embora o problema possa parecer simples, é necessário consultar um especialista. “As pessoas utilizam colírios por conta própria. Mas como é remédio, deve ser usado só com indicação médica”, enfatiza o dr. Adriano Biondi, oftalmologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

De olho nos tipos

Conjuntivite viral

São 11 sorotipos, que representam cerca de 90% das inflamações detectadas. A mais comum é causada pelo adenovírus, que atinge geralmente pessoas entre 20 e 40 anos e tem grandes possibilidades de contágio. Como é viral, não há tratamento direcionado. O que se faz é combater os sintomas com compressas frias, colírios antiinflamatórios, recomendados por um oftalmologista.
Há também a inflamação causada por herpes: é grave, pois pode trazer danos à córnea. O problema é que tanto essa quanto a causada por adenovírus apresentam sintomas semelhantes. Os olhos ficam vermelhos e há bastante lacrimejamento. Também pode estar associada à febre, faringite e mal-estar.

Conjuntivite bacteriana

Em geral é mais grave que a viral, com secreção purulenta. Um exemplo é a conjuntivite neonatal. Ao nascer via parto normal, o bebê adquire a inflamação se a mãe tiver alguma bactéria, por exemplo, causadora da gonorréia, no canal vaginal. Se não for tratada de maneira eficaz, pode resultar em perfuração da córnea. Para obter o diagnóstico, a secreção é analisada. O tratamento é feito com pomadas e colírios antibióticos e antibióticoterapia sistêmica em casos mais severos.

Conjuntivite alérgica

Os mais afetados são os pré-adolescentes e pessoas que sofrem com alergia a pó e perfumes. Quanto mais rápido for feito o tratamento, melhor. Recomenda-se o uso de colírios antialérgicos, porque a irritação e a coceira excessiva podem resultar em pequenas cicatrizes nas córneas.
Conjuntivite química
Ocorre quando os olhos têm contato com produtos como cloro, spray, sabonete, fumaça de cigarro. Assim como ocorre na inflamação causada por alergia, o tratamento é feito com o uso de colírios.

Ceratoconjuntivite “Sicca”

Conhecida também como doença dos olhos secos. É ocasionada pela diminuição da produção da lágrima. Os principais sinais são secura nos olhos e vermelhidão. Pode ser causada por inflamações, reposição hormonal, distúrbios hereditários, entre outros. Quando o quadro está avançado, sente-se dificuldade em movimentar as pálpebras, incômodo com a luz e secreção excessiva. Isso ocorre porque na lágrima existem três camadas: a protéica, a aquosa e a lipídica. Quando a doença se propaga, há um desequilíbrio entre as três, o olho resseca e o organismo responde – com a produção de muco – à desproporção entre as camadas. O tratamento depende da causa e pode ser feito de diversas formas, dos colírios ao uso de lágrima artificial.

​​​​​Cuidados simples

Pequenas atitudes tomadas no dia-a-dia, quando se está com a doença, evitam o contágio.
  • Lave sempre o rosto e as mãos;
  • Não compartilhe toalhas e troque-as com frequência, se possível utilize toalhas de papel;
  • Ao usar pomadas e colírios, também higienize as mãos;
  • Não compartilhe maquiagens, esponjas ou qualquer produto de beleza;
  • Evite coçar os olhos;
  • Não fique em aglomerações nas piscinas – há grande chance de transmitir às outras pessoas;
  • Não fique exposto a agentes qu​ímicos.
  • Caso o problema realmente seja a conjuntivite, troque as lentes de contato por óculos até estar curado, pois é um corpo estranho.
Em todos os casos, são indicados colírios, compressas frias, uso de água gelada ou soro fisiológico para aliviar a coceira. Tudo isso sempre com acompanhamento médico.
Uma boa dica é o uso de óculos escuros, que ajudam no caso de incômodo com a luz. Normalmente, o desconforto dura até duas semanas.
Adotando essas simples atitudes, recorrendo ao oftalmologista em qualquer caso de suspeita de conjuntivite, os olhos preservam sua função e ficam saudáveis. “Caso contrário, as consequências podem levar até ao transplante de córneas no caso do vírus do herpes, por exemplo, ou à diminuição da visão”, conclui o dr. Biondi.​
 Fonte: https://www.einstein.br