Central de agendamento: (19) 3886.2444 | 3876.3435 | 3836.3839 | 3836.3894 | Facebook

CUIDADOS COM A GRAVIDEZ DA PRÉ-CONCEPÇÃO AO PRÉ-NATAL

Os cuidados na gravidez devem ir além das consultas periódicas ao ginecologista. O estilo de vida que a mulher adota entre essas visitas fazem toda a diferença. Estar alerta ao corpo e se manter saudável são medidas que contribuem – e muito – para uma gravidez tranqüila, um parto seguro e uma recuperação mais rápida. Para quem está planejando engravidar, algumas medidas são indicadas ainda na fase anterior à concepção para garantir uma gestação bem-sucedida e um bebê saudável.

Ao planejar uma gravidez, uma das primeiras providências é a consulta com o médico eleito para acompanhá-la nessa etapa. Cerca de três meses antes de engravidar a candidata à gestante deve iniciar um tratamento com ácido fólico, suplemento que oferece um suporte importante na prevenção de malformações congênitas durante o desenvolvimento fetal, além de ajudar a prevenir a anemia na gestação.

É nessa consulta que o médico irá orientar a futura mãe sobre a série de exames chamados pré-concepcionais que terá de realizar. São exames clínicos feitos por meio da coleta de sangue e exames de imagem, para a detecção de patologias que podem interferir na gestação ou mesmo representar risco para a gestante e o bebê no processo de desenvolvimento fetal. A maioria destes é realizada em laboratório comum. São relativamente simples de agendar e com poucos pré-requisitos, quando o plano é engravidar de forma natural. Em casos especiais ou de fertilização assistida, o médico poderá pedir exames específicos, realizados por unidades especiais. Geralmente, estes exigem agendamento com certa antecedência e são feitos de acordo com o ciclo menstrual.

Na primeira consulta, o médico também irá avaliar a agenda de vacinas da mulher. Entra nessa lista a imunização contra rubéola, se a paciente não teve a doença, hepatites A, B e C, ainda que a C não represente riscos para o bebê e HPV. A única doença para a qual não há vacina é a do HIV.

Mulheres grávidas, que não foram vacinadas antes do início da gestação, não devem receber certas vacinas, como a tríplice viral. A imunização para rubéola, incluída na tríplice, contém o vírus atenuado, ou seja, ainda vivo quando é injetado, podendo causar algum tipo de malformação ao feto. Vacinas de vírus atenuados, incluindo as vacinas contra varicela e febre amarela, são contra-indicadas.

A mulher grávida poderá receber um reforço da vacina dupla para difteria e tétano, principalmente se passaram cinco anos ou mais desde a última dose, para evitar o tétano no recém-nascido. São necessárias três doses: duas durante a gravidez (sendo que a segunda deve ser aplicada ao menos 30 dias antes do parto) e, a última, após o nascimento do bebê. Durante o primeiro trimestre de gravidez, porém, a recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) é evitar a aplicação de toda e qualquer vacina.

Primeira consulta pré-natal

Em torno da oitava semana, no máximo até a 12ª semana, deve ocorrer a primeira consulta do período pré-natal. Se ainda não foi abordado o histórico clínico da paciente, o médico fará uma avaliação detalhada de questões relacionadas à sua saúde , ao ciclo menstrual, estilo de vida e ao histórico médico-familiar. Esta costuma ser a consulta mais demorada e você deve sentir-se à vontade para fazer as perguntas que desejar, esclarecer dúvidas sobre alimentação, relação sexual, alterações de humor, exercícios físicos e as limitações que a gravidez implica. Nos três primeiros meses de gravidez, a alta concetração de hormônios que participam do processo reprodutivo pode causar uma série de efeitos indesejados. Por isso o suporte de uma alimentação adequada, atividade física e até mesmo o diálogo terapêutico podem ajudar a amenizar os sintomas.

  • Principais exames solicitados na pré-concepção ou na primeira consulta pré-natal
  • Exame pélvico (genitália externa, colo e corpo uterino, anexos e pelvimetria interna clínica)
  • Tipo sangüíneo (se não tiver no prontuário)
  • Hemograma
  • Glicemia de jejum
  • Exame analítico da urina (EAS)
  • ExamesVDRL (sorologia não treponêmica)
  • Sorologia para rubéola: IgG e IgM (se não tiver exame anterior evidenciando imunidade)
  • Sorologia para Citomegalovírus : IgG e IgM (se não tiver exame anterior evidenciando imunidade)
  • Sorologia para Toxoplasmose: IgG e IgM (se não tiver exame anterior evidenciando imunidade)
  • Sorologia anti-HIV (com o consentimento prévio da paciente)
  • Ecografia transvaginal (se idade gestacional < 12 semanas) ou ecografia gestacional, quando ultrapassada essa idade
  • Colpocitologia oncótica (com o consentimento prévio da paciente)

Acompanhamento Pré-natal

A gestante deverá visitar o seu médico uma vez por mês até a 34ª semana de gestação. Depois disso, a frequência da consulta pré-natal passa para duas vezes ao mês, até a 38ª semana. A partir daí, o ideal é que a gestamte visite seu médico uma vez por semana até o parto. Nessas consultas, os médicos seguem uma rotina básica, que inclui: pesagem, questionário sobre sinais e sintomas, exame físico para avaliar a coloração  cutâneo-mucosa, o pulso e a pressão arterial, além de realizar a ausculta cardíaca, mensuração da altura do fundo uterino, avaliação da estática fetal e verificação da presença de edema em membros inferiores.

Caso a paciente tenha queixas específicas, o médico poderá solicitar exames complementares. Ultra-sonografias são importantes desde o início da gestação. Na primeira consulta pré-natal, por exemplo, o exame confirma a idade gestacional. Na 20ª semana, funciona como avaliação morfológica; e entre a 34ª e a 37ª semanas serve para verificar o crescimento fetal. O acompanhamento, os cuidados do pré-natal e o diálogo com o ginecologista facilitam o trabalho de parto, pois a gestante, bem informada pelo acompanhamento pré-natal, poderá colaborar com a equipe médica no nascimento do bebê.

Fonte: http://www.sogesp.com.br