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DESCONGESTIONANTES NASAIS EM EXCESSO PODEM CAUSAR PROBLEMAS

Há uma série de medicamentos da família das aminas simpato-miméticas – a mesma família da adrenalina – que são utilizadas para tratamento tópico nasal, em gotas ou spray, como descongestionantes. São indicadas para uso durante curto espaço de tempo, em estados gripais, para alívio da obstrução nasal.

Quando usados durante mais de uma semana induzem alterações estruturais da mucosa nasal, a que damos o nome de rinite medicamentosa. Ela ocorre geralmente quando as pessoas tentam utilizá-los como tratamento da obstrução nasal crônica. O problema é que o nosso organismo reage à vaso-constrição causada pelo medicamento, produzindo uma reação de vaso-dilatação, ou seja um efeito de rebote. Ao instilar o medicamento no nariz, este permanece desobstruído durante 6 a 12 horas dependendo do tipo do medicamento. Ao cessar o efeito, o nariz se torna mais obstruído do que antes de sua utilização, e geralmente a pessoa o usa de novo. Dessa forma se produz um hábito difícil de ser tratado. A rinite medicamentosa é reversível, mas os pacientes têm muita dificuldade em interromper o uso destes remédios.

Na utilização frequente, o tempo de efeito se reduz gradativamente e o consumo aumenta. Já vi pacientes chegarem a usar um frasco de vasoconstritor nasal por semana. Como a mucosa nasal é capaz de absorver medicamentos, começam a surgir efeitos colaterais das aminas simpatomiméticas: aumento do ritmo cardíaco, aumento da pressão arterial, irritabilidade e insônia.

Autor: Dr. Pedro Luiz Mangabeira, otorrinolaringologista do Einstein.