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Diagnóstico de lesões hepáticas

Cistos e nódulos hepáticos podem ser investigados de forma mais precisa graças ao avanço da tecnologia

A evolução dos equipamentos de imagem tem levado a um maior número de diagnósticos de cistos ou nódulos hepáticos descobertos, geralmente, durante a realização de exames abdominais de rotina. A grande questão a ser respondida, nesses casos, diz respeito ao tipo de lesão: se ela é benigna ou maligna. Para chegar ao diagnóstico os médicos contam hoje com equipamentos extremamente precisos.

Idade, sexo do paciente, uso de anticoncepcional oral, histórico familiar de câncer, cirrose ou outra doença do fígado (como a esteatose hepática, por exemplo) devem ser considerados. “Se for uma mulher que há anos faz uso de anticoncepcional, por exemplo, podemos desconfiar de um adenoma, mais comum nessa população. Mas se o paciente for cirrótico, no entanto, a situação é outra” explica o Dr. Sérgio Paiva Meira Filho, cirurgião do aparelho digestivo e membro do Programa Integrado de Transplantes de Órgãos do Einstein. “A história clínica do paciente, aliada aos dados epidemiológicos e aos exames de imagem, ajuda a identificar o tipo de nódulo ou lesão”, esclarece.

Atualmente, diversos métodos de imagem permitem a caracterização precisa das lesões. Os especialistas podem lançar mão da ultrassonografia, da tomografia computadorizada, da ressonância magnética ou do PET-CT (sigla em inglês para positron emission tomography ou, em português, tomografia por emissão de pósitrons). “Em mais de 90% das vezes as lesões são muito bem caracterizadas pelos métodos de imagem. Raramente não conseguimos resolver a questão com esses aparatos e precisamos avançar para a biópsia”, afirma Dr. Rodrigo Gobbo Garcia, radiologista e coordenador médico de Imagem do Einstein.

A ultrassonografia conta hoje com a tecnologia conhecida como elastografia, que avalia a solidez de um nódulo (os malignos tendem a ser mais sólidos que os benignos). A ressonância magnética, por sua vez, também é uma ótima aliada na caracterização de lesões hepáticas: além dos novos contrastes, que permitem mais precisão para distinguir os tipos de lesão, ela oferece sequências adicionais que permitem entender melhor o funcionamento da lesão estudada.

O PET-CT utiliza os recursos diagnósticos da tomografia computadorizada em conjunto com os de Medicina Nuclear. Uma substância radioativa é injetada na circulação e se impregna nas lesões com características malignas, tornando-as visíveis.

Porém, se mesmo usando todos os recursos disponíveis ainda não for possível identificar com certeza o tipo de lesão, será necessário realizar uma biópsia. O procedimento permite que o especialista retire pequenos fragmentos do fígado, que serão avaliados, inclusive, por meio de sequenciamento genético. “É um procedimento seguro. Hoje usamos agulhas muito finas e uma cola biológica, que tornam as complicações muito raras”, afirma o Dr. Rodrigo. O maior risco é o de sangramento e, por isso, alguns cuidados são essenciais: é necessário suspender o uso de quaisquer medicamentos anticoagulantes e avaliar a condição de coagulação do paciente.

Identidade

Embora a existência de cistos e nódulos seja comum, a grande maioria dos achados não é maligna. “Não se deve confundir cisto ou nódulo com câncer. A grande maioria das pessoas tem alguma coisa no fígado, mas precisará fazer apenas acompanhamento. No entanto, é importante que o resultado seja avaliado por um médico especializado e que sejam afastadas as possibilidades de malignidade”, alerta o Dr. Sérgio.

Os cistos hepáticos simples, por exemplo, são lesões benignas comuns – presentes em 30% da população –, costumam ser preenchidos por líquido bastante homogêneo, têm bordas finas e sem realce nos exames. Não costumam causar sintomas, mas podem crescer e causar desconfortos, sangramento ou dor.

Outra lesão benigna e comum é o hemangioma, proliferação de pequenos vasos sanguíneos, que também raramente tem sintomas. “Se a lesão for benigna e não trouxer nenhum risco à saúde, na grande maioria das vezes é indicado apenas o acompanhamento: a cada seis meses ou um ano o paciente repete os exames”, afirma Dr. Sérgio.

Entre os nódulos benignos, no entanto, há aqueles que merecem atenção redobrada. O adenoma, comum em mulheres que fazem uso de anticoncepcional oral por mais de cinco anos, pode ter risco de malignização e sangramento. Por isso, o acompanhamento médico deve ser realizado de forma mais frequente e, em muitos casos, há indicação de cirurgia

As lesões malignas, por sua vez, aparecem nos exames com bordas irregulares, hipervascularização e realces anômalos. Algumas populações, como quem faz uso de hormônios esteroides, por exemplo, ou indivíduos com quadro de cirrose, estão mais propensas a desenvolver nódulos malignos. Se os exames diagnosticarem essa característica, a única opção curativa é a ressecção. “Hoje essa retirada cirúrgica do tumor é mais tranquila, temos a figura do cirurgião especialista em fígado e houve evolução em todas as áreas”, destaca o Dr. Sérgio.

É essencial investigar as características de possíveis nódulos hepáticos, começando com a consulta a um profissional especializado. Se houver necessidade, o médico poderá indicar os exames de imagem que avaliarão a situação com mais precisão. “Se a lesão for maligna, identificá-la em estágio inicial é extremamente importante”, finaliza o Dr. Rodrigo.

Fonte: http://www.einstein.br/einstein-saude