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EM UMA SEMANA, CRESCE O NÚMERO DE CASOS SUSPEITOS DE MICROCEFALIA

INFORMAÇÕES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

 

Dados recentes do Ministério da Saúde apontam que em uma semana o número de casos suspeitos de microcefalia passou de 1.248 para 1.761, contabilizando um aumento de 41%

 

Segundo o levantamento apresentado pela pasta, o estado de Pernambuco continua apresentado o maior número de suspeitas da má-formação, totalizando 804 casos. Em seguida, estão os estados de Paraíba (316), Bahia (180), Rio Grande do Norte (106), Sergipe (96), Alagoas (81), Ceará (40), Maranhão (37), Piauí (36), Tocantins (29), Rio de Janeiro (23), Mato Grosso do Sul (9), Goiás (3) e Distrito Federal (1).

Novos parâmetros

No dia 4 de dezembro, o Ministério da Saúde mudou o critério para definição de microcefalia. Até então, o órgão considerava casos suspeitos aqueles em que as crianças nasciam com o perímetro cefálico (circunferência da cabeça) igual ou menor a 33 cm. De acordo com o novo parâmetro, só serão diagnosticados com microcefalia os bebês cuja circunferência da cabeça tenha 32 cm ou menos, o que na prática deve diminuir o número de crianças consideradas suspeitas de apresentar a má-formação.

Mortes por microcefalia
A pasta investiga a morte de 19 crianças com suspeita de microcefalia, no período do início do ano até o dia 5 de dezembro, e sua relação com o zika vírus. Os casos aconteceram em oito estados: Rio Grande do Norte (7), Sergipe (4), Rio de Janeiro (2), Bahia (2), Maranhão (1), Ceará (1), Paraíba (1) e Piauí (1).

O Ministério da Saúde, com o apoio de órgãos federais, estaduais e municipais, adotou medidas de controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus, e de atendimento dos casos suspeitos de microcefalia.

ORIENTAÇÃO À GESTANTE

A região Nordeste, em especial o estado de Pernambuco, vive um aumento no número de casos de microcefalia, uma má-formação congênita em que o cérebro não se desenvolve de modo adequado. Os bebês com essa condição nascem com o perímetro cefálico menor que o normal, que em geral é superior a 33 cm.

Por isso, o Ministério da Saúde lançou as seguintes orientações às gestantes:

1 -Acompanhe sua gestação com um médico, por meio de consultas pré-natal, e realize todos os exames recomendados por ele;

2 – Não consuma bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de drogas;

3 – Não utilize medicamentos sem a orientação médica;

4 – Evite contato com pessoas com febre, exantemas ou infecções;

5 – Adote medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças, com a eliminação de criadouros (retire recipientes que tenham água parada e cubra adequadamente locais de armazenamento de água);

6 – Proteja-se de mosquitos seguindo estas medidas: mantenha portas e janelas fechadas ou teladas;  use calça e camisa de manga comprida; e utilize repelentes indicados para gestantes;

Até que se esclareçam as causas do aumento da incidência dos casos de microcefalia, as mulheres que moram na região e planejam engravidar devem conversar com a equipe de saúde de sua confiança. Nessa consulta, devem avaliar as informações e riscos da gravidez para tomar sua decisão.

Não há uma recomendação do Ministério da Saúde para evitar a gravidez. As informações estão sendo divulgadas conforme o andamento das investigações. A decisão de uma gestação é individual e cabe a cada mulher e sua família.

O Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias estaduais e municipais de saúde, continuará recebendo as ocorrências, dando apoio técnico e mantendo ativo o COES (Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública), para o estudo, a investigação e a definição do agente causador do aumento da ocorrência de microcefalia.

Fonte: http://drauziovarella.com.br/mulher-2/em-uma-semana-cresce-41-o-numero-de-casos-suspeitos-de-microcefalia/