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ENDOMETRIOSE

Cólicas menstruais tão intensas que a impedem de realizar atividades diárias? Seu fluxo é completamente irregular e você precisa estar sempre prevenida contra “acidentes”? Seu intestino não funciona bem?

Caso tenha respondido positivo para alguma dessas perguntas, atenção! Você pode ter endometriose.

O QUE É A ENDOMETRIOSE?

endometriose é uma condição debilitante, muitas vezes crônica e que afeta aproximadamente uma a cada dez mulheres em idade reprodutiva. Há muitos sintomas para identificar a endometriose, entre eles dismenorreia (cólica menstrual), dispareunia (dor na relação sexual) e dor pélvica crônica (na região do abdômen).

De acordo com a dra. Rosa Maria Neme, o endométrio é uma camada que fica no interior do útero, responsável pela menstruação. Quando a mulher ovula, mas o óvulo não é fecundado, esta camada é expelida pelo organismo através da menstruação. O que ocorre é que durante este processo, partículas do endométrio podem seguir na direção contrária, pelas tubas, migrando em direção aos ovários, ao invés de sair do corpo junto com a menstruação.

Como há um espaço entre as tubas e o ovário, as partículas podem chegar na cavidade abdominal. Ou seja, a endometriose é o acúmulo da mucosa uterina, fora do útero, nas várias partes da cavidade abdominal (tubas, ovários, trompas, intestino, bexiga etc). A consequência disso é que o período menstrual é marcado por dores muito fortes e desconforto.

As razões para a presença do endométrio fora do útero em sua parte externa ou em outros órgãos podem ser várias, mas é esta presença que forma lesões, denominadas endometrióticas e que estão associadas exatamente com as inflamações crônicas, dores e aderência entre outros órgãos. Esta aderência é responsável pelo comprometimento do funcionamento das trompas (tubas uterinas), levando também à infertilidade.

A endometriose é geralmente classificada em quatro níveis de gravidade, dependendo do local, tamanho e profundidade da doença. E três tipos de doenças podem ser distinguidas:

  • Endometriose por infiltração profunda
  • Endometriose peritoneal
  • Endometriose ovariana

CAUSAS E SINTOMAS

As causas reais ainda não são totalmente conhecidas. Existem casos relacionados à genética e outros à imunidade. Também há relação entre a endometriose e doenças do sistema imunológico.

Os sintomas geralmente variam entre as pacientes, mas os principais são:

  • Cólica menstrual intensa
    também chamada de dismenorreia
  • Dor profunda
    na relação sexual
  • Dor pélvica crônica
    dor que a mulher sente na parte inferior do abdômen,
    não relacionada com a menstruação

A maioria das mulheres tem dores frequentes e que se agravam no período menstrual. As mulheres com quadros mais graves podem ter inclusive dor para evacuar, porque a endometriose pode se infiltrar em outros órgãos.

Os sintomas podem ser facilmente confundidos com os de outras condições. Por isso, ele não deve ser baseado somente nos sintomas. Há também uma pequena porcentagem de mulheres que não têm qualquer sinal/manifestação da condição, sendo possível a identificação apenas por exames.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico inicial é clínico, feito por meio dos sintomas e relatos da paciente. O segundo diagnóstico ocorre pelo toque vaginal – realizado por um médico que já suspeite da doença. Após estes procedimentos é solicitado um exame de imagem, que pode ser o ultrassom transvaginal ou a ressonância magnética. O exame irá apontar a real extensão e gravidade da doença e ajudar o médico na indicação do tratamento adequado.

O tratamento normalmente é feito com remédios ou em casos mais graves e específicos, com cirurgia. Ela permite retirar o tecido endometrial que “danifica” outros órgãos, como ovários, região exterior do útero, bexiga ou intestinos, por exemplo.

TRATAMENTOS

Terapias médicas, em geral combinadas, são usadas no tratamento da endometriose. Os tratamentos mais frequentes são os analgésicos e os hormonais, que costumam ser suficientes para controlar a doença, amenizar ou sanar dores.

Como já mencionado, nem toda mulher diagnosticada com a endometriose precisa passar por cirurgia. Inclusive a tendência é que menos intervenções cirúrgicas sejam feitas, pois cerca de 2/3 das mulheres conseguem um bom alívio das dores com o uso de medicamentos bloqueadores do ciclo menstrual e que controlam a evolução da doença.

Situações específicas têm orientação para realizar cirurgia, como por exemplo, mulheres que fizeram o tratamento com remédios mas não tiveram resultado satisfatórios.

Quando necessária, a cirurgia é feita por laparoscopia. Trata-se de um procedimento cirúrgico minimamente invasivo e com anestesia geral. Geralmente o período de internação é curto e o tempo de recuperação é rápido. A grande maioria das mulheres volta às atividades habituais no período de uma ou duas semanas – ou até menos do que isso.

CONCLUINDO…

dr. Sérgio Podgaec afirma que não há um consenso sobre as causas que levam ao desenvolvimento da endometriose, de modo que ainda é difícil falar diretamente em prevenção. Entretanto, diversos estudos sobre as características das mulheres que têm a doença ajudam a medicina a se aproximar de respostas.

endometriose já foi um grande medo para muitas mulheres, mas hoje é uma doença mais conhecida e desmistificada.

E não precisa ter medo caso você sinta algum dos sintomas. Ela é uma doença com diagnóstico e tratamento conhecidos e a maior parte das mulheres que identifica o problema consegue levar uma vida normal após o tratamento adequado.

Atualmente não há cura para a endometriose, no entanto é possível controlar seu desenvolvimento com o tratamento adequado combinado com atividade física, alimentação balanceada, redução do nível de estresse e pílulas anticoncepcionais.

Estas rotinas estão frequentemente relacionadas com a melhora da resistência imunológica e por consequência com o alívio dos sintomas. Podendo, inclusive, diminuir cólicas e até fazer regredir o tecido do útero que cresceu fora de lugar.

A redução de gordura do corpo influencia também na produção ideal de hormônios, o que ajuda a controlar uma série de fatores que estão associados exatamente ao agravamento da endometriose.

Viu, só? Não precisa ficar receosa. Siga sempre as orientações de seu médico ginecologista e observe sempre o comportamento de seu corpo. Mantenha seus exames em dia e tente levar uma vida mais saudável para diminuir as chances da doença.

Fonte: https://jornadadamulher.einstein.br