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Enfrentar obesidade e tabagismo é o primeiro passo contra o câncer de mama

​​​​​​O movimento de alerta ao câncer de mama, conhecido como Outubro Rosa, surgiu nos Estados Unidos, na década de 1990, e se espalhou pelo mundo com o propósito de estimular a participação da população no controle dessa doença. Desde então, as mulheres vêm sendo incentivadas a observarem seu corpo para identificarem possíveis alterações nas mamas. Essa iniciativa é importante, mas a prevenção do câncer de mama deve começar antes mesmo do autoexame ou da autopalpação. Perder peso, para quem for obesa, e não fumar são as primeiras atitudes para se prevenir contra o câncer de mama.

A formação de tumores na mama está muito relacionada à produção de estrógenos no organismo. Esses hormônios agem induzindo a proliferação celular em vários tecidos do corpo, especialmente no tecido mamário. Diferentes estudos comprovam que níveis de estrógeno circulante mais elevados se relacionam a uma maior incidência do câncer de mama.

Como a obesidade pode provocar alterações nos níveis do estrógeno, enfrentar esse problema é o primeiro passo contra o câncer de mama, segundo o coordenador de oncologia clínica do Hospital Sírio-Libanês, o dr. Artur Katz.

O tabagismo, por sua vez, é um fator de risco independente para vários tipos de câncer, e também aumenta a chance de se desenvolver um câncer de mama, especialmente quando o hábito se inicia precocemente, durante a primeira menstruação (menarca) e se mantém por tempo longo.

A quantidade de vezes em que a mulher menstrua na vida também pode representar mais ou menos riscos para o câncer de mama, já que a ovulação também ativa a produção de estrógenos. “As mulheres que têm mais filhos e amamentam mais acabam tendo várias férias do período de menstruação, o que representa menos ação circulante de estrógeno no organismo”, explica o dr. Katz.

A importância de conhecer o corpo

O autoexame das mamas, feito em frente ao espelho uma vez por mês, no período que vai do terceiro ao quinto dia após o aparecimento da menstruação, surgiu na década de 1950, mas com o passar dos anos observou-se que a autopalpação trazia mais resultados na detecção da doença.

A autopalpação consiste na mulher tocar e olhar suas mamas sempre que se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa, seja em outra situação do cotidiano), sem nenhuma recomendação de técnica específica, valorizando-se a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.

“O conhecimento da mulher de seu próprio corpo é muito importante, mas geralmente quando o câncer de mama apresenta sintomas perceptíveis é porque a doença já está em estágios mais avançados”, avalia o dr. Katz.

Para a detecção precoce do câncer de mama, o Ministério da Saúde indica a realização de exames clínicos nas mamas anualmente para todas as mulheres entre 40 e 49 anos de idade. Dos 50 aos 69 anos, os exames clínicos devem continuar sendo feitos anualmente, mas acompanhados da mamografia a cada dois anos.

Nas mulheres com risco especial para câncer de mama (veja abaixo), os exames de imagem, como a mamografia, a ultrassonografia e até a ressonância magnética, podem ser solicitados antes mesmo dos 30 anos de idade.

Fonte : www.hospitalsiriolibanes.org.br/sua-saude

Risco acrescido para câncer de mama

Além da obesidade e do tabagismo, consideram-se como fatores de risco para o câncer de mama:

– Casos de câncer de mama e ovário na família, principalmente em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos de idade.

– Alterações no gene BRCA2, como ocorreu na atriz Angelina Jolie.

– Exposição frequente a radiações ionizantes (raios X).

– Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.

Fonte: Instituto Nacional do Câncer (Inca)