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EU USO ÓCULOS

Se seu filho tem dificuldade para ler a lousa, mesmo sentando nas primeiras fileiras da sala de aula, costuma se queixar de dor de cabeça, principalmente no fim do dia, ou perdeu o interesse por seus livros e revistas preferidos, há uma grande possibilidade de que precise usar óculos. “As dificuldades visuais podem ser causadas por erros de refração, como miopia, astigmatismo, e hipermetropia”, explica Norma Allemann, oftalmologista do Fleury Medicina e Saúde.

Segundo a médica, a criança com miopia enxerga bem de perto e mal de longe; já com astigmatismo, tem alteração visual para longe e/ou para perto. Nos casos de hipermetropia, dependendo do grau, pode haver dificuldade da visão para perto ou para leitura.

Ainda de acordo com a médica, os pais precisam ficar atentos aos primeiros sinais de déficit visual. “A capacidade de concentração da criança, ou mesmo o rendimento escolar, ficam prejudicados em caso de visão borrada ou dor de cabeça frequente.” A orientação é válida inclusive para pais que não apresentem problemas de visão: embora o déficit visual possa ter origem genética, existem casos em que a criança desenvolve alto grau de miopia, por exemplo, sem que seus pais tenham essa alteração.

“Os pequenos devem ser observados nas atividades do dia a dia que exijam tanto a visão de longe quanto a de perto. Se a criança se mostrar irritadiça, coçar os olhos constantemente, tiver sonolência, cansaço ou queixas de dor de cabeça ou nos olhos, precisa ser encaminhada ao médico”, reforça Norma.

Hoje em dia, recomendam-se consultas oftalmológicas desde o primeiro ano de vida, mesmo que o desenvolvimento dos olhos pareça normal. Isso porque o lactente já pode apresentar sinais como estrabismo e nistagmo (movimento involuntário dos olhos), que podem acompanhar os déficits visuais. Durante a consulta oftalmológica, o médico avalia a acuidade visual da criança e determina se ela precisa de óculos.

“Exames como fundo de olho e de biomicroscopia revelam outros distúrbios associados aos erros de refração, caso existam. Já o teste de acuidade visual preferencial de Teller (ou CAT) não necessita de aptidão para leitura e pode ser realizado inclusive em bebês”, afirma a oftalmologista.

Se o uso dos óculos for necessário, as lentes de contato são uma opção para crianças maiores. “O ideal é que a criança esteja num estágio em que já cuide da própria higiene e tenha responsabilidade com a limpeza e a remoção diária das lentes”, explica Norma. Os procedimentos cirúrgicos que podem corrigir erros de refração não são recomendados na infância. “Esses procedimentos estão indicados apenas para maiores de 18 anos e, mesmo assim, há controvérsias, pois os déficits visuais ainda podem estar em desenvolvimento nesta faixa etária”, conclui a médica.

Fonte: Norma Allemann, assessora médica do Fleury

http://www.fleury.com.br/

Este material foi elaborado pelo Fleury, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.