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FEBRE AMARELA – SAIBA MAIS

O que é
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo Flavivirus (vírus da febre amarela), que ocorre na Américas (Central e do Sul) e na África.
É dividida em:
– febre amarela silvestre, transmitida por Haemagogus – um mosquito que vive no topo de árvores de florestas e transmite a doença principalmente a macacos e raramente a habitantes de áreas rurais;
– febre amarela urbana, que é transmitida pelos Aedes aegypti e Aedes albopictus. A febre amarela urbana foi extinta no Brasil desde que a vacina ficou disponível e a técnica de contenção implementada. Caso ocorra algum caso da doença há vacinação em massa no local e no entrono, limitando a transmissão da doença.
Não existe a transmissão pessoa para pessoa.
IMPORTANTE
1.- Procurar atendimento médico se apresentar sintomas como febre alta, de início súbito, mal estar, dor de cabeça, dor muscular e calafrios e tiver viajado para áreas de risco para aquisição da febre amarela. Podem surgir também náuseas, vômitos, diarréia e icterícia.
2.- O diagnóstico laboratorial é realizado por meio de coleta de sangue para sorologia para a doença e deve ser colhida a partir do 5º dia do inicio dos sintomas.
Transmissão
Em áreas silvestres, a febre amarela ocorre em macacos. Os principais transmissores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus eSabethes, que picam preferencialmente esses animais.
Os mosquitos vivem também nas vegetações à beira dos rios e picam o homem que entra na mata.
Não há transmissão direta de pessoa a pessoa. Isso só pode ocorrer se uma pessoa infectada for picada por um mosquito e esse picar alguém não infectado previamente e ainda não vacinado. Se esse indivíduo retornar à cidade, pode servir como fonte de infecção para o Aedes aeqypti (mosquito que também transmite a dengue), iniciando assim a transmissão da febre amarela urbana. Porém, no Brasil não há casos relatados da febre amarela urbana desde 1942.
O Aedes aeqypti é um mosquito de hábito diurno e prolifera-se na cidade, em ambientes que acumulam água limpa (vasos de plantas, garrafas, pneus etc.). Atualmente está presente em aproximadamente 4 mil municípios brasileiros.
Incidência
A maior incidência da doença acontece entre os meses de janeiro e abril, período das chuvas. Nessa época, há um aumento da quantidade do mosquito transmissor. Sendo período de férias –  de final de ano e escolares – e de maior atividade agrícola pode haver a elevação do número de pessoas infectadas.
Sintomas
Muitas pessoas com o vírus da febre amarela não apresentam manifestações da doença ou, se apresentam, são muito discretas.
Os sintomas, em geral, surgem até 6 dias após a picada pelo mosquito infectado. A pessoa pode apresentar febre alta (maior que 37,8ºC) e de início súbito, mal estar, dor de cabeça, dor muscular e calafrios. Podem surgir também náuseas, vômitos e diarréia.
Grande parte dos pacientes melhora após 2 a 4 dias e torna-se imune a novos episódios da doença. Muitos pacientes, inclusive, podem acreditar que os sintomas são de um estado gripal e nem souberam que tiveram a doença.
A forma grave da febre amarela surge um ou dois dias depois de um período de aparente melhora. É resultado da relação entre estado do sistema imunológico do paciente e ação do vírus; por isso alguns pacientes evoluem para melhora e auto-imunização enquanto outros desenvolvem a forma grave. Nela, entre 20% e 50% dos pacientes podem evoluir para o óbito.
Nessa fase, reaparecem a febre, a dor abdominal, o vômito e a diarréia. Ocorrem sangramentos nas gengivas e pelo nariz e as fezes e o vômito podem ser escuros como borra de café. Pode haver comprometimento do fígado e o volume de urina diminui até a ausência total, por mau funcionamento dos rins.
Os sintomas iniciais da febre amarela são os mesmos da dengue e da leptospirose. Por isso é importante buscar atendimento médico o mais rápido possível aos primeiros sinais, para que seja feito o diagnóstico diferencial, por meio da coleta de sangue e exame sorológico – principalmente o isolamento do vírus em cultura. Assim, serão tomadas as medidas adequadas para o tratamento.
Diagnóstico
O diagnóstico diferencial é feito por meio da coleta de sangue para  exame sorológico – principalmente o isolamento do vírus em cultura.
O exame deve ser colhido a partir do 5º dia do inicio dos sintomas. Assim, serão tomadas as medidas adequadas para o tratamento.
Esta é uma doença de notificação compulsória, mesmo na suspeita.
Tratamento
Não existe um tratamento específico no combate à febre amarela. Ele é apenas sintomático e o paciente necessita de repouso para hidratação e controle da febre. Muitos pacientes acabam melhorando dos sintomas sem a necessidade de hospitalização.
A internação hospitalar será indicada caso não haja melhora dos sintomas ou surjam sangramentos.
É contra-indicado o uso de medicamentos com ácido acetilsalicílico (AAS®, Aspirina® etc.), por aumentarem o risco de sangramentos.
Nas formas graves, em que há risco para a vida – o paciente deve ser atendido numa unidade de terapia intensiva
Prevenção e Vacinação
A única forma de prevenção é a vacinação.
A vacina contra a febre amarela é segura e tem validade de 10 anos. Ela integra o calendário de vacinação brasileiro e está disponível nos postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).
Áreas de risco
Infelizmente o Brasil como um todo é uma grande área de risco – exceto o litoral da região sul, no sentido que ocorrem em quase todo país casos esporádicos de febre amarela silvestre – e isto inclui o Estado de São Paulo. No mundo a África e grande parte da América Latina são áreas de risco.
Fonte: https://www.einstein.br