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H1N1 PODE CAUSAR FEBRE ALTA, TOSSE E FALTA DE AR

​​​​O Brasil vive um novo surto de gripe causada pelo vírus influenza A (H1N1) e, desta vez, ela chegou mais cedo. Faltam mais de dois meses para o inverno, quando geralmente ocorrem os maiores índices de infecção dessa doença, e o País já registrou neste ano cerca de 300 casos graves de gripe H1N1. O estado de São Paulo é o mais afetado, com aproximadamente 260 infecções e 38 mortes​.

Autoridades sanitárias acreditam que o vírus H1N1 que está circulando pelo País e afetando centenas de pessoas pode ter vindo com estrangeiros que aqui estiveram durante o último Carnaval. Embora não divulgue números, a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) informa que a valorização do dólar em relação ao real e a promoção do Brasil no exterior contribuíram para um “aumento na vinda de visitantes estrangeiros” no Carnaval de 2016.

Quais os sinais da gripe A?

Infectologista no Hospital Sírio-Libanês, a dra. Maria Beatriz Gandra Souza Dias explica que a maioria dos sintomas da gripe A são iguais àqueles da gripe comum: dor de garganta, coriza, entupimento nasal, dores intensas no corpo e na cabeça e tosse. No entanto, a médica alerta para alguns “sinais peculiares” da gripe causada pelo vírus H1N1:

  • Febre alta (acima de 38º).
  • Tosse.
  • Falta de ar.

Diante de qualquer um dos sintomas citados acima, em especial aqueles peculiares relacionados à gripe A H1N1, evite o contato com pessoas com maior risco de complicações e procure um médico. Tais pessoas pertencem aos seguintes grupos:

  • Gestantes e puérperas (mulheres que acabaram de ter filhos).
  • Crianças com 2 anos de idade ou menos.
  • Idosos com 65 anos de idade ou mais.
  • Imunossuprimidos, como as pessoas com HIV ou em tratamento oncológico.
  • Portadores de doenças pulmonares.
  • Cardiopatas.
  • Diabéticos.
  • Obesos.
  • Tabagistas.

O organismo das pessoas nessas condições tende a ter mais dificuldade de enfrentar o vírus H1N1.

Embora na maioria das vezes essa gripe seja curada com medicamentos que atacam os sintomas ou o próprio vírus, ela pode em alguns casos evoluir para pneumonia, causando insuficiência respiratória e levando à morte.

Como posso me proteger do H1N1?

Assim como o vírus da gripe comum, o H1N1 é transmitido por meio de tosse e espirro, ou contato com secreções respiratórias do doente. Ajude a quebrar o fluxo de transmissão, adotando as seguintes iniciativas:

  • Higienize as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool gel.
  • Evite tocar a própria boca, o nariz e os olhos.
  • Cubra a boca e o nariz com um lenço de papel quando tossir ou espirrar ou coloque o braço na frente.
  • Evite locais com aglomeração
  • Mantenha mais de 1,8 metro de distância de pessoas que possam estar infectadas.
  • Se for ao pronto atendimento, use máscaras cirúrgicas de proteção, pois o local pode estar com um grande número de portadores da gripe A
  • Evite cumprimentar dando as mãos em época de epidemia
  • Tome a vacina contra a gripe

Grupos prioritários para vacinação

Levando em conta as populações com mais riscos em relação à gripe, o Ministério da Saúde oferece vacinação gratuita para:

    • Pessoas com 60 anos de idade ou mais.
    • Gestantes e puérperas.
    • Crianças entre 6 meses e 5 anos de idade.
    • Profissionais de saúde.
    • Indígenas.
    • Pessoas privadas de liberdade.
    • Funcionários do sistema prisional
    • Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis
    • Pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).

Pessoas que desejam receber a vacina, mas estão fora dessa lista, podem procurar as clínicas privadas.

A campanha nacional de vacinação gratuita contra a gripe começa no dia 30 de abril e vai até 20 de maio, segundo o Ministério da Saúde. Enquanto isso, algumas cidades do noroeste do estado de São Paulo – onde o número de casos de H1N1 cresceu muito neste ano – estão reforçando a vacinação dos grupos prioritários.

Esse reforço com a vacina do ano passado, no entanto, não isenta as pessoas de serem imunizadas novamente quando começar a campanha nacional com a vacina de 2016, segundo explica a dra. Maria Beatriz. “Essa vacinação agora é importante, mas o objetivo é aumentar a proteção contra o vírus influenza A H1N1, pois não age contra alguns dos novos subtipos de vírus circulantes”, comenta a médica.

As vacinas contra a gripe são produzidas a partir de cepas inativadas dos subtipos virais que mais causaram gripe no inverno anterior do hemisfério sul. Como existe mutação viral ano a ano, o fato de ter tido gripe por vírus influenza num ano não confere imunidade para o ano seguinte. Por isso a vacinação tem de ser feita anualmente.

Fonte: www.hospitalsiriolibanes.org.br