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Hidratação: uma arma contra pedra nos rins

O consumo de líquidos é essencial para evitar a concentração de substâncias causadoras da litíase renal

Consumir uma quantidade adequada de água é essencial para manter o corpo saudável. Mas é ainda mais importante quando se trata de prevenir e tratar a litíase renal, mais popularmente conhecida como pedra nos rins. A hidratação correta é uma das principais formas de evitar a formação desses cálculos, que causam desconforto e, em alguns casos, dor intensa. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Nefrologia estima que cerca de 10% da população já teve uma crise renal provocada por cálculos.

Eles se formam quando há concentração excessiva de determinados minerais ou sais ácidos – como o cálcio, o ácido úrico e o oxalato – na urina, que acabam por se cristalizar, formando uma pedra. O tamanho varia e pode ir de um grão de areia (mais comuns) a uma bola de golfe (bem raros). Por isso, ingerir bastante líquido é essencial para ajudar a eliminar o excesso dessas substâncias e garantir o bom funcionamento dos rins e a integridade do sistema urinário.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, mais de 13% dos homens e entre 6% e 7% das mulheres podem apresentar pedras nos rins em algum momento de suas vidas. E apesar de atingir pessoas de todas as idades, essa condição é mais frequente na vida adulta e tem um componente familiar significativo. Ou seja, se há histórico de casos na família as chances da doença são maiores.

Os cálculos são de diferentes tipos, sendo classificados de acordo com a composição química. “Alguns têm mais cálcio, outros mais oxalato e outros mais ácido úrico. As características físicas e de imagem são diferentes e por meio de exames podemos identificá–los”, afirma Dr. Oscar Fernando Pavão dos Santos, nefrologista e diretor de Prática Médica do Einstein.

As principais causas da litíase renal são metabólicas, ou seja, o organismo elimina inadequadamente (a mais ou a menos) diversas substâncias. A ingestão de pouca água também predispõe a problemas. “Uma pessoa com 50 quilos, por exemplo, teria que eliminar 2 litros de urina. Quando esse volume é inferior a 20 ml por quilo, o risco se eleva”, alerta o médico.

Além dos distúrbios metabólicos (hipercalciúria, hiperuricosúria e hipocitratúria) outras causas podem levar ao quadro de litíase renal, embora sejam menos comuns: uma delas é a acidose tubular renal, resultado de acúmulo de ácido no corpo e inadequada eliminação pela urina. A outra é um tumor na paratireoide, que causa funcionamento irregular dessa glândula, aumentando a quantidade de cálcio na urina.

A litíase renal em si não produz sintomas. Se for muito pequena, pode, inclusive, ser eliminada sem ser notada. Quando assintomático, o quadro geralmente é identificado durante check-up de rotina.

No entanto, se o cálculo começar a se movimentar pelos tubos que levam a urina dos rins à bexiga, os chamados ureteres, aí pode provocar dor aguda na região abdominal ou nas costas ou, ainda, inchaço renal. Uma grave complicação é a obstrução desses canais, impedindo o fluxo de urina. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar febre (se houver infecção associada), náuseas, vômitos, calafrios e urina de cor avermelhada.

Exames de imagem, como ultrassonografia, ressonância magnética, radiografia ou tomografia computadorizada ajudam o médico a confirmar o diagnóstico e também a identificar mais características da pedra. “Dependendo de qual substância é feita, ela pode ou não ficar visível em determinado exame e pelo tamanho pode–se também estimar se há chance ou não de eliminação espontânea”, explica Dr. Oscar Fernando.

Somente após a definição do tipo de cálculo por meio da avaliação clínica e dos exames de laboratório e de imagem é que o médico poderá indicar a melhor terapêutica. Entre as opções, é possível utilizar diuréticos (no caso do excesso de cálcio, por exemplo), bicarbonato (quando há acidose), medicamentos inibidores da síntese de ácido úrico (quando há eliminação excessiva dessa substância) ou ainda citrato (quando há baixa eliminação dessa molécula). Para aliviar os sintomas, podem ser utilizados analgésicos e anti-inflamatórios.

Algumas situações, porém, exigem cirurgia. “Se o paciente estiver com as vias urinárias obstruídas, com cólicas intratáveis e frequentes, vômitos ou com suspeita de infecção associada ao cálculo, o tratamento é cirúrgico”, exemplifica o nefrologista

A litotripsia usa ondas de choque para fragmentar os cálculos, que são posteriormente expelidos naturalmente na urina. Já a nefroliototomia utiliza endoscópios com sondas e pinças para retirar a pedra.

Alimentação e chás

Estudos realizados com chás caseiros não mostram eficiência das ervas em si, mas a maior ingestão de líquidos, mesmo que por meio do consumo de chá, é benéfica ao organismo. Algumas pesquisas relacionam a ingestão de alguns tipos de alimentos a uma maior incidência das chamadas pedras nos rins. No entanto, apenas nas situações em que há ingestão excessiva de sódio é que uma dieta específica costuma ser indicada.

Sintomas e tratamentos

Fonte: http://www.einstein.br