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MENINGITE

O que é
As meninges são membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A inflamação dessas membranas é a meningite. Bactérias, vírus e fungos, quando atingem as meninges, causam a inflamação que pode se espalhar por todo o sistema nervoso central.

Tipos

As mais comuns são as virais e as bacterianas. As primeiras são, em geral, brandas e podem acometer tanto adultos como crianças. Os sintomas são muito parecidos com os de gripe, pois o doente tem febre e dor de cabeça. A nuca fica um pouco rígida e dolorida. A maioria das meningites virais evolui sem grandes problemas e o tratamento é igual ao da gripe, com antitérmicos e analgésicos.
Automedicação nunca. Esperar a evolução do quadro em casa é correr sérios riscos
Os três tipos de meningites bacterianas mais comuns são causadas pelas bactérias meningococos, pneumococos e Haemophylus. Das três a meningocócica é a mais facilmente transmissível pela via respiratória e também a mais terrível por ter a evolução do quadro clínico mais rápida. Já a pneumocócica e a Haemophylus acontecem com menos freqüência, pois as vacinas existentes são bastante eficazes na prevenção desses dois tipos.
Sintomas
Os sintomas dos três tipos de meningite são parecidos. O que vai diferenciar um do outro é a intensidade e a rapidez com que o quadro clínico evolui. Por isso, é importante consultar um médico assim que os sintomas começarem a aparecer.
Quando a bactéria atinge as vias respiratórias, passa do nariz para o sangue, é levada para o cérebro, onde estão as meninges, e aí acontece a infecção. Em pouco tempo aparecem os sintomas: febre alta, vômitos, dor na cabeça e no pescoço, mal-estar e dificuldade de encostar o queixo no peito. Em alguns casos aparecem manchas arroxeadas que significam que as bactérias estão circulando pelo corpo, ou seja, há uma rápida disseminação da doença pelo organismo, podendo causar uma infecção generalizada.
Diagnóstico e tratamento
Somente o médico pode diagnosticar qual o tipo de meningite está instalada no organismo. Um exame do líquido cefalorraquidiano, puncionado da espinha, aponta qual agente infeccioso esta no organismo. Com base nesse exame e nos sintomas, o médico irá indicar o tratamento correto.
“Automedicação nunca. Esperar a evolução do quadro em casa é correr sérios riscos”, alerta o dr. Luís Fernando Aranha Camargo. O procedimento correto é procurar orientação médica mesmo que os sintomas pareçam com uma simples gripe. Especialmente quando o quadro ocorre em crianças”, completa.
Vacinas, porque sim
A mais eficaz é contra a meningite Haemophylus. Ela já faz parte do programa oficial de vacinação e tem reduzido drasticamente o índice dessa doença como, também, sinusite e otite, que são causadas pela mesma bactéria. Contra o pneumococo, a vacina também existe. Foi criada nos Estados Unidos e na Europa de acordo com o tipo de bactéria existente nesses lugares. Apesar disso, mesmo no Brasil a imunidade é boa.
Quanto à meningite meningocócica a proteção é bem menor. Isso porque existem treze grupos dessas bactérias e as vacinas existentes não conseguem garantir imunidade a todos eles.
Prevenção
Muitas escolas param as aulas quando há algum caso de meningite entre os alunos. Essa medida depende do tipo de meningite, e não é indicada nos casos de pneumocócica ou Haemophylus.
Entretanto, algumas medidas simples podem ser tomadas para prevenir o contágio, especialmente em casos de surto. O médico aconselha a evitar ambientes abafados onde há aglomeração de pessoas e lavar bem talheres, copos e pratos.
Quanto ao contágio da meningite meningocócica também é recomendado que pessoas que estiveram próximas a pacientes infectados utilizem medicamentos (no caso, antibióticos) como prevenção.
Fonte: https://www.einstein.br