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MÉTODOS CONTRACEPTIVOS: VOCÊ CONHECE TODAS AS SUAS OPÇÕES ?

A partir do início da vida sexual, as jovens devem usar métodos contraceptivos

Nos dias atuais, a uma série de métodos contraceptivos disponíveis para as mulheres se protegerem e evitarem uma gravidez não planejada.

Independente de qual método você opte, é essencial que você consulte o seu médico e não comece a fazer uso por conta própria. Cada organismo reage de uma maneira e nem sempre o método da sua amiga vai ser o melhor método para você. A partir do histórico clínico e do exame físico geral e ginecológico da paciente, o médico pode orientar o método contraceptivo, incluindo os métodos hormonais.
Os hormônios dos anticoncepcionais atuam principalmente inibindo a ovulação, o que é a base para impedir a gravidez. Os efeitos colaterais que podem ocorrer incluem inchaço, diminuição da libido, sangramento genital irregular e dor de cabeça, entre outros.
Um dos métodos mais conhecidos é a pílula, mas há algumas doenças que tornam o seu uso restrito. Doenças graves do fígado, câncer de mama, endométrio e doenças tromboembólicas agudas (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral) assim como suspeita de gravidez ou atraso menstrual sem diagnóstico definitivo, são contraindicações absolutas para o uso da pílula anticoncepcional. Todos os métodos hormonais são incluídos nessas restrições, independente da via de administração (oral, injetável, transdérmico, anel vaginal). Os métodos contraceptivos não hormonais são liberados, como por exemplo, DIU de cobre e preservativos.
Uma das doenças relacionadas ao uso de métodos contraceptivos hormonais é a trombose.
Lembre-se. Os métodos contraceptivos não hormonais, como o DIU de cobre e os preservativos não têm relação com trombose.

Mas afinal, qual a relação entre métodos contraceptivos e a trombose?

O uso de métodos anticoncepcionais combinados, compostos de estrogênio e progestagênio, realmente podem aumentar o risco de trombose venosa, mas esse é um evento bastante raro. Abaixo dos 30 anos, a trombose venosa ocorre em 1 a 2 em cada 10.000 mulheres não usuárias de métodos hormonais combinados e em cada 2 a 4 mulheres usuárias desses métodos. Assim, é possível verificar que o uso desses métodos pode aumentar o risco, mas mesmos assim, o evento continua sendo bastante incomum de ocorrer.
Outra modernidade dos tempos atuais e que inclusive muitas mulheres já são adeptas é a suspensão da menstruação.
Todos os métodos hormonais podem ser utilizados para suspender a menstruação. Os métodos combinados (estrogênios e progestagênios) devem ser utilizados sem intervalo para terem esse efeito. Já os métodos somente com progestagênios já têm esse tipo de uso, sem intervalo, o que, em geral, provoca a suspensão do fluxo menstrual. Ambos os modelos são seguros, não havendo nenhum risco em não menstruar.
Atenção! Não há qualquer problema em não menstruar. Mulheres que têm muita cólica menstrual, muito fluxo menstrual ou tensão pré-menstrual intensa podem se beneficiar bastante dessa opção.
Não há qualquer estudo científico que demonstre prejuízo em não menstruar a curto ou longo prazo e também não há relação entre não menstruar e o risco de trombose.

Qualquer mulher pode suspender a menstruação?

A restrição para uso dos métodos contraceptivos hormonais é a mesma, utilizando ou não a opção de suspender a menstruação.

Quem tem mioma ou endometriose pode se beneficiar com a suspensão?

Mulheres com endometriose, em geral, têm muita cólica menstrual e aquelas com mioma podem apresentar muito fluxo durante o período menstrual, levando até a quadros de anemia. Dessa forma, não menstruar é um benefício para aliviar a dor e para resolver a perda sanguínea dessas pacientes.

Há restrição de idade?

A idade não é uma restrição para uso de métodos contraceptivos hormonais. Apenas há preferência de prescrição de métodos com doses menores de estrogênios ou compostos exclusivos de progestagênios para mulheres acima dos 40 anos.

Ablação do endométrio: Você conhece esse método?

Ablação do endométrio é a retirada e cauterização do tecido endometrial, procedimento realizado por histeroscopia, onde coloca-se uma ótica fina acoplada a uma câmera de vídeo dentro do útero. Pode ser realizado em mulheres jovens, desde que não haja mais desejo de gravidez.
Abaixo, separamos uma lista com todos os métodos contraceptivos, com suas vantagens e desvantagens. Mas lembre-se. Cada organismo reage de uma forma e com auxílio do seu médico que você vai encontrar a melhor opção para atender as suas necessidades.
Fica a dica! Independente do seu método, o uso do preservativo é indispensável.

Métodos contraceptivos femininos

DISPOSITIVO INTRAUTERINO (DIU)

1 – Como funciona?

São pequenas peças de plástico no formato da letra “T” ou do número “7”, com cerca de 2,5 a 3cm introduzidas no interior do útero. Podem ser utilizas com hormônio ou ter partes metálicas (cobre).
Esse metal atua matando os espermatozoides e impedindo a fertilização. Já o DIU com hormônio libera pequenas quantidades de progesterona no interior do útero provocando alterações do endométrio (camada que reveste o útero) e do muco do colo uterino, dificultando  a entrada dos espermatozoides e a sua sobrevivência.

2 – Qual a sua eficácia?

Se  usado corretamente o risco de gravidez é de 0,3% para o DIU de cobre e de 0,1% para o DIU hormonal.

3 – Como se utiliza?

Ambos necessitam ser colocados pelo ginecologista e podem permanecer por alguns anos.

4 – Qual é a sua vantagem?

Ambos os DIU´s permanecem dentro do útero e garantem excelente eficácia contraceptiva. O DIU de hormônio tem como efeito colateral reduzir a menstruação, e pode ser útil para mulheres que possuem cólicas ou fluxo menstrual intenso.

5 – Desvantagem?

O DIU de cobre pode aumentar o fluxo menstrual, além de provocar cólicas. Estes efeitos não são observados para o DIU de hormônio.
Porém, este pode provocar dor mamária, oleosidade da pele e cistos ovarianos. Ambos não previnem DST´s.

DIAFRAGMA

1 – Como funciona

Normalmente é de silicone, no formato de disco maleável, introduzido no interior da vagina de maneira a formar uma barreira na frente  do colo uterino para não haver a entrada dos espermatozoides no útero. Deve ser introduzido no interior da vagina, previamente ao ato sexual, em conjunto com gel e creme espermicida, para melhorar sua eficácia e aplicação.

2 – Qual a sua eficácia?

Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 15%.

3 – Como se utiliza?

A maleabilidade do disco permite que ele seja dobrado com os dedos e introduzido facilmente na vagina, á maneira de um absorvente interno, pela própria mulher.
Entretanto, é necessária a orientação do ginecologista para o uso adequado e correto.

4 – Qual a sua vantagem?

Liberdade para a mulher controlar a contracepção, não aparece após a sua acomodação e não é percebido pelo parceiro, independe  de contraindicação  quando comparado com outros métodos.

5 – Desvantagem?

Deve ser retirado após 6 horas da última relação, apresenta eficácia inferior a outros métodos contraceptivos, pode causar infecção urinária, irritação local, alergia, necessidade de complementação do gel espermicida após cada relação, além de menor proteção para DST´s.

CAMISINHA FEMININA

1 – Como funciona?

É uma bolsa de plástico leve e frouxa, que se adapta á vagina e protege o colo do útero (parte inferior do útero), as paredes vaginais e se exterioriza na vulva, ficando a camisinha aparente. A penetração do pênis se faz no interior deste dispositivo, contribuindo para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

2 – Qual a sua eficácia?

Se usada corretamente, o risco de gravidez é de apenas  5%.

3 – Como se utiliza?

A própria mulher introduz a camisinha no interior da vagina com auxílio dos dedos, á semelhança de introduzir um absorvente interno. Não deve ser usada ao mesmo tempo com preservativo masculino. Pode ser introduzida algumas horas antes do contato sexual, mas deve ser substituída após cada relação.

4 – Qual é a sua vantagem?

A própria mulher pode utilizá-la quando necessário, protege também contra doenças sexualmente transmissíveis (DST´s) e independe  de contraindicação quando comparado com outros métodos .

5 – Desvantagem?

A presença do dispositivo vaginal pode inibir o contato sexual, além de ter eficácia inferior a outros métodos contraceptivos, pode causar irritação local e alergia.

CONTRACEPTIVO HORMONAL – ORAL

1 – COMO FUNCIONA?
Os contraceptivos orais (ou pílulas anticoncepcionais), podem ser combinadas com os hormônios estrogênio e progesterona, ou apenas progesterona. A principal ação é por interferência na ovulação, mas também modificam o endométrio e o muco do colo do uterino no sentido de dificultar a entrada e a sobrevivência dos espermatozoides.

2 – Qual a sua eficácia?

Se usados corretamente, o risco de gravidez é de 0,3%.

3 – Como se utiliza?

Ingestão diária de comprimidos. Dependendo  dos tipos e da combinação hormonal, cada marca de pílula apresentará diferentes intervalos entre as cartelas, desde sete dias até o uso contínuo.

4 – Qual é a sua vantagem?

Elevada eficácia contraceptiva, além de efeitos colaterais que podem ser desejáveis, como redução de fluxo menstrual e cólica, redução de acne e oleosidade da pele.

5 – Desvantagem?

Em algumas mulheres podem provocar dor mamária, tontura, dor de estômago, alterações de humor e libido, ganho de peso, trombose, derrame (efeitos raros).
Não protegem contra DST´s.

CONTRACEPTIVO HORMONAL – INJETAVÉL

1 – Como funciona?

Semelhante a pílula, isto é, com associação dos hormônios estrogênio e progesterona ou apenas progesterona. A diferença é que há um maior efeito sobre o endométrio e o muco do colo uterino.

2 – Qual a sua eficácia?

Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,3% por ano de uso.

3 – Como se utiliza?

Mensal – Associação dos hormônios estrogênio  e progesterona  – é aplicada uma dose do contraceptivo por meio de injeção muscular mensal. Mantém fluxo menstrual nos intervalos das injeções.
Trimestral – apenas progesterona  – com aplicação de dose a cada três meses.
Suspende a menstruarão.

4 – Qual a sua vantagem?

Apresenta elevada eficácia e não necessita da ingestão diária de comprimidos. No caso do injetável trimestral, a suspenção da menstruação pode ser útil ás mulheres com cólicas e fluxos elevados.

5 – Desvantagem?

  Ganho de peso, dor mamária, dor de cabeça, sangramento irregular. Não protege contra DST´s, não pode ser aplicados em mulheres que fazem uso de anticoagulantes pelo risco de formarem  hematomas no local da injeção.

CONTRACEPTIVO HORMONAL – IMPLANTES

1 – Como funciona?

 Pequenos tubos (como palitos de fósforo) de 3 cm, que contém o hormônio progesterona e são inseridos na pele, especialmente na região do braço. Podem atuar por até três anos liberando o hormônio. A ação é por interferência na ovulação. A diferença é que há maior atuação no endométrio e no muco, dificultando a sobrevivência dos espermatozoides, bem como, a sua entrada.

2 – Qual a sua eficácia?

Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,05%.

3 – Como se utiliza?

O médico faz uma pequena anestesia na pele por onde introduz uma agulha especial para inserção do implante.

4 – Qual é a sua vantagem?

Elevada eficácia sem a necessidade de lembrar-se de tomar comprimidos diariamente.
Como suspende a menstruação também auxilia no controle da dor em mulheres que tenham problemas menstruais.

5 – Desvantagem?

Ganho de peso, dor mamária, dor de cabeça, sangramento irregular, queda de cabelo, diminuição de libido, depressão. Não protege contra DST´s.

CONTRACEPTIVO HORMONAL – ANEL VAGINAL

1 – Como funciona?

Anel de silicone maleável com cerca de 4 cm, que contém hormônio estrogênio e progesterona no seu interior. É introduzido na vagina onde se acomoda e permanece por três semanas liberando localmente seus hormônios  que serão absorvidos pela mucosa vaginal para a circulação sanguínea. Os efeitos contraceptivos são os mesmos da pílula.

2 – Qual a sua eficácia?

Se usado corretamente, o risco de gravidez  é de  0,5% por ano de uso.

3 – Como se utiliza?

A própria mulher introduz o anel no interior da vagina á semelhança  do uso de um absorvente interno.

4 – Qual é a sua vantagem?

Tem os mesmos efeitos da pílula sem ter que se lembrar de tomar comprimidos diariamente.

5 – Desvantagem?

Pode provocar os mesmos efeitos colaterais da pílula, além de irritação vaginal e corrimento. Não protege contra DST´s.

CONTRACEPTIVO HORMONAL – ADESIVO CUTÂNEO

1 – COMO FUNCIONA?

Pequenos selos adesivos, com cerca de 2 cm, que se colocam firmemente á pele, e liberam hormônios (estrogênio e progesterona) que são absorvidos e liberados na circulação sanguínea. Atuam como os contraceptivos hormonais orais.

2 – Qual a sua eficácia?

Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,3%.

3 – Como se utiliza?

A própria paciente o selo, que é trocado a cada semana, sobre a pele de regiões de pouco atrito como nádegas, lombar, ombro.

4 – Qual é a sua vantagem?

Elevada eficácia com facilidade de uso, sem a necessidade de se lembrar de utilizar.

5 – Desvantagem?

Apresenta os mesmos riscos dos outros métodos hormonais, além de poder provocar irritação da pele. Não protege contra DST´s.
Fonte:  https://www.einstein.br