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Neofobia alimentar é comum na infância

Seu filho faz cara feia diante de legumes, verduras e frutas? Você não está sozinho: muitas crianças restringem sua alimentação a um escasso cardápio – composto geralmente por alimentos mais energéticos como massas e doces – o que pode fazer da hora da refeição um tormento para os pais. É comum, na infância, a chamada neofobia alimentar, que é a relutância para comer novos alimentos. A criança passa a ser seletiva na variedade, textura ou quantidade da comida. Para compreender essas e outras questões, conversamos com a especialista Andrea Del Bianco, nutricionista do Fleury.

A neofobia é passageira?

Sim, trata-se de uma fase transitória que pode impedir uma dieta variada, fazendo com que os pequenos rejeitem alimentos, sem ao menos prová-los.

Mas o que fazer para garantir que a qualidade da dieta e o desenvolvimento das preferências alimentares do meu filho não seja prejudicada?

Apesar da relutância, é importante manter a oferta e o estímulo para o consumo de verduras, legumes e frutas, que auxiliam a criança a formar um hábito alimentar saudável.

Procure servir um prato bem arrumado, vistoso e colorido; ofereça variados tipos de verduras e legumes em diferentes formas de preparações e incentive a participação da criança na elaboração do prato.

A atitude dos pais também pode explicar o comportamento da criança. Quando se oferece um alimento novo a um bebê, é comum ele ter, como reflexo, expressões faciais entendidas como positivas, geralmente com sabor doce, e negativas, frequentemente com sabores azedo e amargo. Os adultos podem interpretar essa expressão de forma errada, julgando ser uma aversão fixa e persistente, e deixam de oferecer o alimento ao filho.

 

É recomendado oferecer uma “recompensa”?

O famoso estímulo: “só vai ter sobremesa depois de comer toda a salada” – deve ser evitado. Ao contrário do que os pais possam esperar, esse recurso não desenvolve o gosto da criança pelo alimento, já que ela só o consome porque vai ter algum benefício, ou será privada dele, se não comer. Experiências positivas e negativas quanto à alimentação no decorrer da infância interferem diretamente nas escolhas alimentares. Crianças precisam aprender a ingerir a quantidade e qualidade de alimentos necessárias. Comer à custa de insistências, agrados e distrações não é uma boa opção.​​

Fonte: http://www.fleury.com.br/saude-em-dia/artigos/Pages/neofobia-alimentar.aspx