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O CIGARRO E O SISTEMA MÚSCULO-ESQUELÉTICO

 

Os efeitos do cigarro afetam de forma global o sistema músculo-esquelético. Os resultados nocivos incluem o risco aumentado para osteoporose, doença degenerativa dos discos da coluna vertebral, o atraso da consolidação óssea e a cicatrização muscular. Nos últimos anos, muitos pesquisadores têm avaliado os efeitos do cigarro na força e na reparação dos músculos. Estudos recentes demonstraram que em ratos a nicotina leva a um atraso na cicatrização dos tendões do ombro após o tratamento cirúrgico.

Também é bastante conhecido o risco elevado de fratura nos pacientes fumantes. Idosos fumantes apresentam de 20% a 100% de aumento de risco de fratura do quadril. Estima-se que nas mulheres, uma a cada oito fraturas de quadril estejam diretamente relacionadas ao cigarro.

Pesquisadores da Universidade de Rochester, em Nova York, desenvolvem, desde 2006, uma pesquisa para avaliar os efeitos da nicotina e do tabagismo na cicatrização dos tecidos ósseos. Estudos recentes, patrocinados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, apontam que o cigarro pode atrasar em até 60% o tempo de cicatrização das fraturas.

Os pacientes com retardo na consolidação dos ossos apresentam risco aumentado de re-fratura e de dor crônica. Pesquisas preliminares apontam que a nicotina impede que os dois lados da fratura apresentem contato para a cicatrização. A meta principal do estudo é identificar em qual período da cicatrização óssea há risco de ocorrer retardo pelo uso do cigarro e, com isso, poder alertar os fumantes para cessar temporariamente o hábito durante o tratamento de fraturas.

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O assunto desperta grande interesse nas forças armadas, pois a prevalência de tabagismo é maior entre os soldados (34%) do que entre a população em geral (25%). Desde a guerra do Iraque 14 mil soldados foram feridos, com 65% das lesões ocorrendo nos membros e nas extremidades.
Fonte: http://www.einstein.br/blog/Paginas/post.aspx?post=828