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O QUE É O VÍRUS H3N2?

O que é o H3N2 e qual a diferença para o H1N1?
Para entender o H3N2 temos que entender o vírus da influenza A que é classificado conforme duas proteínas de superfície: a hemaglutinina (H) e a neuraminidase (N). Estas proteínas variam, pois sendo um RNA vírus ele passa por mutações frequentes – essa classe de vírus não corrige os erros de replicação do RNA. A grande epidemia de 1918 foi H1N1 e as seguintes são variações.

O vírus H3N2 circula por aqui há anos. A diferença entre ele e o H1N1 é exatamente nas proteínas que citei. Outra diferença importante é que as cepas H3N2 são mais resistentes ao oseltamivir (tamiflu) e os H1N1 são mais sensíveis.

Os sintomas são o mesmo de uma gripe comum?
Os sintomas de qualquer influenza A, seja o H1N1 ou o H3N2, são exatamente iguais. Influenza difere de resfriado comum, que é uma doença muito menos importante. A influenza causa febre alta, muita dor muscular, injeção das conjuntivas e menos sintomas catarrais de corrimento nasal do que o resfriado. Tem também tosse, inicialmente seca.

Como podemos nos prevenir?
A prevenção não é fácil, a não ser pela vacinação. O vírus é transmitido por gotículas respiratórias e pode sobreviver algum tempo em superfícies. Evitar aglomerações com muita gente em lugar fechado é uma ação possível. Uma norma importante para hospitais é não deixar funcionários com suspeita de influenza trabalharem em contato com pacientes, além de vacinar todos os funcionários.

É possível fazer a profilaxia da infeção usando oseltamivir profilático em contatos de pacientes – isto é usado mais para evitar influenza em pessoas que tem risco mais grave se ficarem doentes, como imunodeprimidos, crianças muito pequenas, pessoas que fazem quimioterapia, asmáticos, doentes com doenças pulmonares crônicas e idosos.

Como funciona a vacina?
A vacina é razoavelmente eficiente, mas precisa ser repetida anualmente porque as cepas de vírus variam cada ano. No ano passado nos Estados Unidos a vacina protegeu mal, algo como 20% dos que a receberam – provavelmente a cepa que vacinou não era a mesma que deu a doença. Felizmente as cepas de influenza começam no hemisfério norte depois vem para cá: este ano as cepas escolhidas foram outras, e esperamos que a vacinação aqui seja mais eficiente que no hemisfério norte.

Há disponíveis vacinas tríplices, contra duas cepas de influenza A e uma de B, e quadruplas que tem duas cepas de A e duas de B, e que são melhores. Existe nos Estados Unidos uma vacina feita em cultura de tecido, que parece ser melhor que as que nós temos, feitas com ovo embrionado, mas não está nem licenciada aqui no Brasil. Além dos profissionais de saúde, a vacina deve ser feita em todos aqueles que tem maior risco de complicações pela influenza. O ideal é que a vacinação deva ser feita antes do inverno, que é quando o vírus circula mais.

Fonte: https://www.einstein.br