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Outubro Rosa: afinal, por que é tão importante falar sobre câncer de mama?

Todo mês de outubro, instituições, empresas e pessoas se unem a favor da prevenção e conscientização do câncer de mama. O movimento é mundialmente reconhecido como Outubro Rosa e engloba eventos de caridade com o objetivo de angariar fundos para organizações de tratamento e pesquisa contra a doença.

Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) destacam porque tal ação é de extrema importância: esse é o tipo de tumor mais comum e que mais mata mulheres em todo o mundo.

“No Brasil, ele é o segundo mais incidente no sexo feminino, ficando atrás apenas dos cânceres de pele não melanoma. Globalmente, são estimados aproximadamente dois milhões de novos casos por ano”, ressalta o mastologista Joaquim Teodoro de Araujo Neto, do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC).

A seguir, entenda mais sobre a campanha Outubro Rosa e o câncer de mama:

Importância do Outubro Rosa

Câncer de mama é uma das doenças mais comentadas atualmente e grande parte disso se deve à campanha Outubro Rosa. Tal alarde leva à prevenção e ao rastreamento da doença, mecanismos essenciais para a obtenção do diagnóstico precoce, que aumenta muito a chance de cura.

O Outubro Rosa é aclamado por diversas entidades e governos, que iluminam praças e prédios com a cor pink e, inclusive, instituem informalmente um código de vestimenta com um laço rosa.

Ainda há cursos, mutirões e eventos de corrida e caminhada contra do câncer de mama, os quais angariam fundos para instituições que lutam pela mesma causa.

O que é câncer de mama?

De acordo com o mastologista Joaquim Teodoro, tumores são caracterizados pelo surgimento e proliferação de células anormais no organismo.

No caso do câncer de mama, a alteração se dá nas células dos seios e, caso não seja tratada precocemente, invade os vasos linfáticos e sanguíneos e se dissemina para vários órgãos, em um processo denominado metástase.

Causas

Embora todas os mecanismos por trás do câncer de mama ainda não tenham sido descobertos, sabe-se que não existe uma causa única, mas uma associação de vários fatores.

Entre os principais, estão sexo, genética e idade.

Fatores de risco

Os principais fatores de riscos que se associam à doença, são:

  • Gênero feminino: há aproximadamente 100 casos de câncer mamário nas mulheres para 1 nos homens;
  • Idade: mulheres de 55 a 65 anos;
  • Risco familiar: histórico de câncer de ovário ou de mama em parentes de primeiro grau;
  • Menarca precoce: mulheres que menstruaram antes dos 12 anos têm mais chance ciclos reprodutivos ao longo da vida, o que eleva a exposição hormonal e, consequentemente, o risco de câncer de mama;
  • Falta de gravidez: quem nunca engravidou também apresenta risco elevado da doença;
  • Primeira gravidez após os 30 anos;
  • Uso de contraceptivos hormonais por mais de 10 anos;
  • Uso de terapias hormonais combinadas (estrógeno e progesterona) na menopausa por mais de cinco anos.

Quais são os tipos?

São vários os tipos de câncer de mama, os quais se diferenciam pelo local afetado e agressividade.

Inicialmente, podem ser divididos em “in situ” e “invasivo”:

In situ (não invasivo)

O termo “in situ” significa que o tumor está dentro dos ductos mamários e que ainda não invadiu as estruturas adjacentes. Nesta classificação, estão os cânceres iniciais, que a princípio não apresentam metástase e têm taxa de cura de aproximadamente 98%.

Invasivo

Assim que saem de dentro dos ductos e invadem as estruturas adjacentes da mama, os cânceres in situ são chamados de invasivos. Há dois subtipos mais frequentes:

  • Carcinoma invasivo do tipo não especial (antigo carcinoma ductal invasivo): é o subtipo mais comum de câncer de mama. Agressivo, tem capacidade de desenvolver metástase se não for tratado corretamente.
  • Carcinoma lobular invasivo: segundo mais frequente, geralmente tem início nas glândulas produtoras de leite e é mais difícil de ser detectado.

Quando diagnosticados nos estágios iniciais, as taxas de cura de ambos os tipos são de aproximadamente 95%.

Sintomas de câncer de mama

O principal sintoma do câncer de mama é um nódulo que, na maioria das vezes, é indolor e tem crescimento lento.

Outros sintomas incluem:

  • Retração da pele
  • Vermelhidão
  • Alterações no bico do peito (mamilo)
  • Secreções que saem espontaneamente dos mamilos, principalmente as cristalinas e com sangue

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser determinado pelo exame clínico de palpação e por testes de imagens, como a ultrassonografia, a ressonância magnética e a mamografia – principal exame para rastreamento, já que detecta a alteração ainda nas fases iniciais e, assim, aumenta as chances de cura.

Apesar destas condutas, a malignidade do tumor só é confirmada por meio da biópsia.

Autoexame: quando fazer e importância

O autoexame de mama não é capaz de prevenir o câncer, mas pode ser útil para que a mulher reconheça alterações e busque auxílio médico o quanto antes, além de ser fundamental para chamar atenção quanto à conscientização da saúde das mamas.

O mastologista do IBCC esclarece que o exame deve ser feito a partir dos 25 anos, preferencialmente na semana após a menstruação.

Falso-negativo

Embora sejam importantíssimos para a descoberta da doença, o autoexame e o exame clínico de palpação não são garantia de descoberta do câncer, já que há vários casos “falso-negativos”, isto é, quando o profissional da saúde e a paciente não percebem nada de alterado, mas o tumor maligno já acometeu a mama.

Para evitar esta situação, é expressamente recomendado que todas as mulheres a partir dos 40 anos – mesmo as que não sintam nada no autoexame ou que não apresentem anormalidades no exame de palpação – façam a mamografia anualmente.

Tem cura?

câncer de mama tem cura principalmente quando diagnosticado nos estágios iniciais, em que a taxa de sobrevida em 5 anos após a descoberta da doença é de 95% a 98%.

Quais são os tipos de tratamentos?

Cirurgias

De acordo com o mastologista, os principais tratamentos para câncer de mama são as cirurgias.

“Há as conservadoras, que visam preservar a mama e retirar a doença com margem de segurança, e as radicais, que removem toda a mama e, se necessário, os linfonodos das axilas”, explica o especialista.

Radioterapia

Ainda pode ser necessário se submeter à radioterapia, que usa radiação para destruir ou impedir a proliferação das células tumorais.

Quimioterapia

A quimioterapia sistêmica usa medicamentos para matar as células tumorais e destruir o câncer. Ela é administrada via corrente sanguínea.

Ao matar as células tumorais, as metástases são evitadas. Contudo, o tratamento também ataca várias células saudáveis, o que resulta em efeitos colaterais impactantes, como queda dos cabelos (alopecia), náuseas e vômitos.

Terapia-alvo

Tratamento recente, visa atacar características das células cancerígenas, bloqueando sua disseminação.

Endocrinoterapia

Age por meio do bloqueio hormonal em pacientes cujo câncer é “alimentado” por substâncias que regulam as funções femininas.

Complicações

O principal risco de câncer de mama é a metástase, a qual reduz a chance de cura e pode levar à morte.

Há outros riscos relacionados às modalidades de tratamento. Os principais são:

  • Linfedema: inchaço no braço
  • Limitação motora: com perda da força e amplitude dos movimentos do braço do lado da cirurgia
  • Radiodermite: queimadura da pele pela radioterapia
  • Dor crônica: no lado operado e irradiado
  • Insuficiência cardíaca: pela quimioterapia e terapia-alvo
  • Antecipação da menopausa: com falência ovariana e consequentemente a infertilidade
  • Trombose: principalmente com o uso de Tamoxifeno
  • Osteoporose ou perda massa óssea: principalmente com o uso de inibidores da aromatase

Prognóstico

Câncer de mama não é uma sentença de morte: o tratamento contra a doença pode levar à cura ou ao controle por muitos anos.

Contudo, para conviver com a condição é necessário se apoiar em alguns métodos complementares, como fisioterapia – que ajuda especialmente no controle do linfedema –, psicoterapia, atividades físicas, controle do peso e dieta.

Prevenção

Segundo o mastologista, alguns hábitos e comportamentos podem reduzir em aproximadamente 30% a chance de desenvolver todos os tipos de cânceres, inclusive os de mama.

Veja os principais:

  • Alimentação saudável
  • Controle do peso
  • Prática de atividades físicas
  • Deixar de fumar e beber álcool

Câncer de mama no homem: é possível?

Embora a campanha Outubro Rosa vise o combate ao câncer de mama em mulheres, o acometimento também pode afetar homens, já que eles possuem tecido mamário.

Tal ocorrência é rara – a proporção é de cem casos em mulheres para um em homens –, mas possível. Está ligada à predisposição hereditária, como a mutação do gene BRCA 2. As diretrizes de tratamento para o homem são iguais as da mulher.

Fonte: https://www.ativosaude.com