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PRATO PARA DOIS

 Ao se tornar mãe, as responsabilidades vão além da educação, do amor e da atenção. Desde o momento em que o teste de gravidez dá positivo, alguns cuidados devem ser tomados, principalmente quando o assunto é alimentação.

Muito se fala que o ideal é comer por dois, mas a frase não deve ser levada ao pé da letra. “Esse é um dos maiores mitos”. A mulher deve ficar atenta para não comer exageradamente, pois a fome pode aumentar durante a gestação.

Ela deve manter uma dieta equilibrada e não exagerar nas quantidades. “A gestante precisa comer para dois, e não por dois”, enfatiza Kathucia. A alimentação deve ser equilibrada da mesma forma que antes, ou seja, com qualidade, seis refeições ao dia (café-da-manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, janta e ceia) e intervalo entre estas refeições de aproximadamente 3 horas, evitando que a gestante aumente a quantidade de alimento ingerido ao sentir mais fome.

Períodos da gravidez

Como se sabe, os cuidados devem ser tomados desde cedo, mas a real atenção para a alimentação começa no segundo trimestre. “No primeiro trimestre, a maioria das gestantes sofre com enjoos e comem menos, mas isso não chega a ser preocupante, por que, em geral, elas têm nutrientes em reserva e podem recuperar a boa alimentação quando o mal-estar passar”, alerta a nutricionista.

Quando chega o segundo trimestre, a gestante deve aumentar a quantidade de calorias ingeridas por dia. Se a mulher não for considerada obesa, o recomendado é consumir 300 calorias a mais do que o normal, o que corresponde a um copo e meio de iogurte natural. Em geral, a recomendação de ganho de peso é entre 9 a 12 quilos durante a gravidez.

Quem gosta de dedicar atenção especial ao corpo pode calcular seu índice de massa corpórea (IMC = peso/altura2;). Durante a gestação, o ideal é manter o IMC entre 19,8 e 26. Mas atenção: cuidar do peso é bom; entretanto, dieta nesse período não deve ser realizada, exceto quando a gestante desenvolve ou possui algum problema de saúde. Mas isso deve ser sempre acompanhado pelo médico ou pelo profissional de nutrição.

Importância de cada nutriente

Uma boa alimentação faz bem para o organismo da mãe e principalmente para o do bebê. Quando a mãe não se alimenta corretamente, diversos problemas podem surgir para o feto, como malformação e baixo peso. A gestante também fica sujeita a enfrentar dificuldades, como anemia e diabetes gestacional.

Saiba qual é a importância de cada nutriente e onde encontrá-los:

  • Carboidrato: ajuda no metabolismo do feto, pois é uma ótima fonte de energia para o cérebro. É encontrado na batata, em massas, pão e arroz.
  • Proteínas: auxiliam no crescimento e na formação do bebê e no desenvolvimento de tecidos como a placenta. Esse nutriente é encontrado em carnes e leguminosas (feijão, ervilha e grão-de-bico).
  • Gordura: faz bem para o organismo quando ingerida em pequena quantidade. É essencial para a absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), que participam do metabolismo hormonal.
  • Ferro: além de evitar anemia materna, é necessário para a formação das células sanguíneas do feto e para carregar o oxigênio dos pulmões para o corpo todo da mãe. Encontrado nas carnes e nas leguminosas.
  • Ácido fólico: deve começar a fazer parte da dieta antes mesmo de a mulher engravidar. É responsável pela formação do sistema nervoso do feto. As principais fontes desse nutriente são verduras de cor verde-escura, leguminosas, frutas cítricas e alimentos integrais.
  • Fibras: são importantes principalmente para a mãe. Servem para facilitar a digestão, pois no período da gravidez é normal a gestante ficar com o intestino preso. Encontradas em frutas e cereais.
  • Cálcio: importante para a formação dos ossos. O ideal são quatro porções por dia. Esse nutriente é encontrado principalmente no leite e derivados.
  • Líquido: apesar de não ser um nutriente, é muito importante para hidratar. Os líquidos mais aconselháveis são: água, chás de ervas e suco natural.

Deixe de lado

A gestante deve excluir de seu cardápio o consumo de bebidas alcoólicas e deve ter cuidado com o exagero de alguns alimentos, como frituras e doces. Não deve tirá-los definitivamente do cardápio, apenas diminuir a quantidade e comê-los, no máximo, uma vez por semana.

Além disso, os tipos de tempero devem ser analisados. O sal em excesso normalmente é prejudicial e, para a gestante, isso ocorre em especial no final da gravidez, quando a frequência cardíaca e a pressão tendem a aumentar. Prefira utilizar temperos naturais e ervas, como alho, cebola e salsa, para temperar os pratos e as saladas. Tente evitar também comidas congeladas, industrializadas e em compota.

Depois de ter o bebê, a mulher deve continuar se alimentando de maneira saudável e com esses mesmos cuidados, pois ela e o bebê ainda necessitam de nutrientes extras. Durante a amamentação, deve ser evitado consumo em exagero de chocolate, café, chá mate ou chá preto, pois podem causar cólicas e agitação no bebê.

Fonte:http://www.einstein.br