​A perda da massa muscular é inevitável no envelhecimento. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, a sarcopenia o nome clínico da doença atinge 46% da população brasileira acima dos 80 anos.

“A sarcopenia é mais comum do que se imagina. O mundo estudou muito a doença dos ossos, e não deu a devida importância à sarcopenia. Mas, hoje, já é encarada como um mal que tem que ser combatido”, diz Roberto Rached, fisiatra do Hospital das Clínicas.

O problema é encarado de duas formas. Na primária, ocorre uma evolução natural como envelhecimento da pessoa. Já a secundária é decorrente de outras causas, como hipertensão, diabetes, sedentarismo, por exemplo.

“Muitas vezes você vê pessoas sedentárias, que têm grande perda de massa muscular. Algumas pessoas parecem gordas, mas quando é avaliada a massa muscular, vê que ela é muito diminuída”, explica o médico Paulo César Ribeiro, presidente da Comissão de Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional do Hospital Sírio-Libanês

Essa falta de massa muscular, além de deixar o idoso mais exposto a outras doenças, também faz com que aumente o perigo de uma queda. Quanto mais idoso, maiores serão as consequências de um tombo.

“Ter melhor qualidade de vida, mantendo a alimentação saudável e fazendo atividades físicas, a pessoa minimiza essa perda de massa muscular”, diz Ribeiro.

No tratamento, dependendo do caso, são usados suplementos alimentares para reforçar a musculatura. Porém, os médicos fazem um alerta: “Esse tipo de suplemento pode causar uma sobrecarga renal e hepática. Se o paciente não tem contraindicações, tudo bem. Mas sempre com acompanhamento médico”, diz Rached.

Atividade física aumenta a reserva de massa muscular

Pessoas que fizeram atividade física constante ao longo da vida, como um atleta, não escapam da sarcopenia. Porém, elas têm uma vantagem.

“Quando essa pessoa começa a perder massa, ela tem uma reserva muscular. Se mantiver uma vida saudável, vai perder muito menos. Mas depende do que fará na vida. Se parar, perderá massa como outra qualquer”, diz o médico Paulo Cesar Ribeiro.

Fonte: https://www.hospitalsiriolibanes.org.br