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SPINNER : O BRINQUEDO DA MODA

Spinner, brinquedo da moda, exige atenção quando usado pelas crianças

fidget spinner, ou spinner de dedo, brinquedo que virou febre no mundo, também conquistou adeptos entre crianças, jovens e adultos brasileiros. Ele é uma espécie de estrela feita de plástico ou metal, com um buraco em cada ponta, que gira de acordo com a força e a habilidade de quem o manipula. Nos Estados Unidos e em países da Europa, o brinquedo chegou com a promessa de auxiliar crianças com transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) ou com autismo. Também chegou a ser apontado como instrumento para ajudar no combate à ansiedade e ao estresse.

Ao contrário do que possa parecer, o spinner não é novo. Foi criado há mais de 20 anos pela americana Catherine Hettinger com o objetivo de interagir com sua filha Sarah, que sofria de miastenia, doença que afeta os músculos e provoca fadiga. Em 2005, ela não conseguiu renovar a patente e a perdeu, não recebendo nada atualmente pelo brinquedo. Hoje, eles são produzidos em massa em países como a China e custam, em média, R$ 8,00. Por ser simples e girar sem parar — por até quatro minutos — o brinquedo se tornou um “vício” para alguns.

Mas será que o spinner pode mesmo ajudar a enfrentar problemas como déficit de atenção e autismo? A dra. Lucília Santana Faria, coordenadora médica da UTI Pediátrica do Hospital Sírio-Libanês, é categórica ao afirmar: “Não. Não há nenhuma comprovação de que o spinner possa auxiliar pessoas nessas condições”. Já em relação ao controle do estresse e da ansiedade, ele também não merece muitos méritos. “O spinnertem a propriedade de distrair pessoas de qualquer idade, e quando a pessoa se distrai, automaticamente há redução do estresse e da ansiedade, mas isso também é possível com qualquer outro brinquedo.” Há um ou dois anos, vale lembrar, o mundo viveu outra febre semelhante com os livros de colorir para adultos, que tinham a mesma proposta de combater o estresse.

Spinner exige cuidados

Recentemente o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) certificou que o brinquedo não é indicado para crianças com menos de seis anos de idade, por conter peças que podem se soltar e ser engolidas. O instituto identificou o Spinner no mercado e o classificou como brinquedo pouco tempo atrás. Desse modo, ele só pode ser vendido se cumprir normas técnicas e tiver o selo do Inmetro. Muitos educadores consideram que o Spinner distrai as crianças — o que fez com que o brinquedo fosse proibido em sala de aula em algumas escolas.

Mas como evitar que o brinquedo cause prejuízo às crianças? Para a dra. Lucília, o segredo está no controle do uso pelos pais. “Como tudo na vida, também o excesso de uso de brinquedos pode ser prejudicial.” A principal preocupação, nesse sentido, é de que ele distraia as crianças a ponto de tirar o foco de coisas mais importantes, como os estudos ou outras atividades que exijam concentração. “Mas com limites não passa de uma distração.”

Além disso, destaca a especialista, existem outras inúmeras maneiras de combater o estresse e a ansiedade entre crianças, jovens e adultos, como praticar exercícios físicos, ter uma rotina de sono adequada — cerca de sete a oito horas por noite — e alimentação balanceada. “Para as crianças, é importante ter uma agenda de atividades equilibrada, com tempo também para brincar e praticar atividades de lazer.”

Fonte: https://www.hospitalsiriolibanes.org.br