Central de agendamento: (19) 3886.2444 | 3876.3435 | 3836.3839 | 3836.3894 | Facebook

SURTO DE CAXUMBA – REGIÕES SUL E SUDESTE

Algumas cidades do Sul e Sudeste do país têm presenciado um aumento significativo no número de casos de caxumba. São Paulo, por exemplo, registrou 346 casos até o dia 14 de maio deste ano. Em 2015, foram 275 casos, segundo a Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde), órgão da Secretaria Municipal de Saúde.

Caxumba é uma doença infecciosa causada por um vírus da família dos Paramyxovirus, que provoca  inflamação não só nas glândulas parótidas, mas também nas glândulas submaxilares e sublinguais.

Na maior parte das vezes, a infecção se manifesta na infância, nos meses de inverno e no começo da primavera.

Embora seja uma enfermidade de evolução benigna, em alguns casos podem ocorrer as seguintes complicações: inflamação dos testículos e dos ovários (que pode resultar em esterilidade), meningite asséptica, pancreatite, neurite e surdez.

O período de incubação varia de 14 a 25 dias. A transmissão se dá pelo contato direto com as secreções das vias aéreas superiores da pessoa infectada, a partir de dois dias antes até nove dias depois do aparecimento dos sintomas.

Raros são os casos de reinfecção pelo vírus da caxumba. Em geral, uma vez infectada, a pessoa adquire imunidade contra a doença. No entanto, se a infecção se manifestou apenas de um lado, o outro pode ser afetado em outra ocasião.

Sintomas

Inchaço e dor na parótida e nas outras glândulas salivares infectadas (localizadas embaixo da mandíbula), dor muscular e ao engolir, febre, mal-estar, inapetência são sintomas da infecção, menos intensos nas crianças do que nos adultos.

Os seguintes sinais sugerem complicações da doença e exigem assistência médica imediata:
* dor e inchaço nos testículos (orquite) e na região dos ovários (ooforite);
* náuseas, vômitos, dor no abdômen superior (pancreatite);
* rigidez na nuca, dor de cabeça e prostração (meningite).

Apesar de ser uma enfermidade mais comum nas estações mais frias do ano, vale a pena ficar atento a alguns sinais típicos da doença, que aparecem depois de duas ou três semanas após a contaminação: CAXUMBA

  • Uma das principais características da doença e que a maioria das pessoas conhece é o aumento das glândulas salivares próximas às orelhas (o vírus da caxumba provoca inflamação nas glândulas responsáveis pela produção de saliva), causando edema no rosto. O inchaço costuma afetar os dois lados da face e permanece por até dez dias.  
  • Febre, calafrios, dores de cabeça e dor ao mastigar ou engolir também são comuns no período de manifestação da doença. Entretanto, como aproximadamente de 30% a 40% das infecções são assintomáticas, é possível que a pessoa desconheça que tenha tido caxumba. 
  • Após a puberdade, a doença pode causar inflamação e inchaço doloroso nos testículos (orquite) ou nos ovários (ooforite), que se não tratados a tempo, podem acabar levando à esterilidade.
  • A melhor maneira de evitar a caxumba é por meio da vacinação aos 12 e 15 meses de vida. Caso uma pessoa seja contaminada, ela não deve comparecer à escola ou ao trabalho durante nove dias após início da doença. É preciso, ainda, desinfetar os objetos que possam ter sido contaminados com secreções do nariz, da boca e da garganta do enfermo. Para isso, utilize um pano umedecido com detergente e álcool. Além disso, é importante que o paciente lave sempre as mãos, mas não somente com água: é necessário utilizar sabão e, se possível, finalizar com um pouco de álcool em gel. Essas medidas ajudam a evitar que pessoas próximas se contaminem.

Diagnóstico

O diagnóstico é basicamente clínico. Entretanto, há exames de sangue que ajudam identificar a presença de anticorpos contra o vírus da caxumba. Eles devem ser realizados quando ou se for necessário estabelecer o diagnóstico de certeza.

Vacina

A vacina contra caxumba é produzida com o vírus vivo atenuado da doença e faz parte do Calendário Básico de Vacinação. Pode ser aplicada isoladamente. No entanto, em geral, está associada às vacinas contra sarampo e rubéola. As três juntas compõem a vacina tríplice viral. A primeira dose deve ser administrada aos doze meses e a segunda, entre 4 e 6 anos.

Exceção feita aos imunodeprimidos e às gestantes, adultos que não foram infectados nem tomaram a vacina na infância e adolescência devem ser imunizados.

Tratamento

Não existem drogas específicas contra a caxumba. A doença é autolimitada e o tratamento, sintomático com analgésicos, antitérmicos. O doente deve permanecer em repouso enquanto durar a infecção.

Recomendações

* Não se automedique, nem medique a criança antes de consultar um médico e ter o diagnóstico de certeza de caxumba, doença também conhecida como parotidite infecciosa ou papeira;

* Mantenha o doente em repouso até que tenham desaparecido os sintomas;

* Ofereça-lhe alimentos líquidos ou pastosos, que são mais fáceis de engolir;

* Lembre-se: adultos que não foram vacinados ou não tiveram a doença podem ser infectados pelo vírus da caxumba e por isso devem ser vacinados;

* Atenção mulheres que nunca tiveram caxumba, nem tomaram a vacina: procurem um posto para serem vacinadas antes de engravidar. Na gestação, a doença pode provocar abortamento.

Fonte: http://drauziovarella.com.br