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“Viver bem” e ter hábitos saudáveis são os segredos para reduzir riscos de Alzheimer e Parkinson

​​​Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, passando de 63 anos em 1980 para 74 anos em 2013, as doenças neurológicas degenerativas se tornaram mais evidentes. Entre elas, destacam-se o Alzheimer e o Parkinson, que juntas afetam aproximadamente 1,4 milhão de brasileiros, segundo estimativas oficiais.

A chance média de uma pessoa desenvolver uma dessas doenças aos 65 anos é de 2%, enquanto que aos 75 anos é de 10% e aos 85 anos, de 35%, informa o neurologista do Núcleo de Neurologia e Neurociências do Sírio-Libanês, o dr. Eduardo Mutarelli. “Essa curva de crescimento é tão grande que, se vivêssemos para sempre, possivelmente todos seríamos afetados”, diz.

Além dos fatores hereditários — que existem, mas podem ser considerados “secundários”, segundo o dr. Mutarelli —, as doenças neurológicas degenerativas estão relacionadas ao estilo de vida das pessoas. Ou seja, aquelas que praticam exercícios físicos regularmente, seguem uma dieta balanceada, controlam a glicemia, o colesterol e a pressão arterial têm menor risco de desenvolver a doença.

Estudos conduzidos pela conceituada Clínica Mayo, dos Estados Unidos, associam também o Alzheimer a pessoas introvertidas, pessimistas ou que sofreram de depressão ao longo da vida; e o Parkinson, a pessoas muito ansiosas. Por isso, afirma o dr. Mutarelli, a dica é viver bem. “Dançar, cantar, aprender a tocar um instrumento musical, ler e manter a mente sempre ativa. Quanto mais alegre e expansiva for a pessoa, menor a incidência dessas doenças”, comenta.

Como enfrentar o Alzheimer e o Parkinson

Os primeiros sinais de Alzheimer são alterações de memória, personalidade e habilidades espaciais e visuais. No Parkinson, os sintomas são movimentos mais lentos, tremores nas extremidades das mãos e rigidez muscular. A diminuição do tamanho das letras ao escrever é outro aviso que merece atenção em relação ao Parkinson.

Apesar de não haver cura, existem possibilidades de tratamento para as duas doenças. Contra o Alzheimer, os medicamentos mais eficazes inibem a degradação da acetilcolina, um neurotransmissor importante nos mecanismos de memória e aprendizagem.

Já para o Parkinson, os medicamentos evitam a diminuição da dopamina, neurotransmissor responsável pelos sinais do sistema nervoso. O tratamento também pode ser psicoterápico, se houver depressão e perda de memória, e fisioterapêutico para minimizar os tremores. Em alguns casos, podem ser feitas cirurgias microscópicas no cérebro.

Profissionais do Núcleo de Neurologia e Neurociências do Sírio-Libanês estão capacitados para ajudar pacientes e familiares a se informar, reconhecer e entender os primeiros sintomas de Alzheimer e Parkinson, assim como para planejar a melhor forma de tratamento.

A unidade oferece, por exemplo, o moderno exame de PET/CT (tomografia por emissão de pósitrons/tomografia computadorizada) específico para Parkinson. Ele analisa se os neurônios produtores de dopamina do cérebro estão em pleno funcionamento. Exames de liquor, de Doppler transcraniano e de eletroencefalograma também são usados para o diagnóstico dessas e de outras doenças neurológicas.

Com o conhecimento disponível atualmente, o dr. Eduardo Mutarelli acredita que seja possível prever a cura do Alzheimer e do Parkinson. “Não sabemos se teremos cura em alguns anos ou décadas, mas sabemos que ela chegará”, avalia.

Fonte:https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/sua-saude/Paginas/viver-bem-ter-habitos-saudaveis-sao-segredos-para-reduzir-riscos-alzheimer-parkinson.aspx