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DIABETES – SINAIS E SINTOMAS

O desencadeamento de diabetes tipo 1 é geralmente repentino e dramático e pode incluir sintomas como:

Sede excessiva

Rápida perda de peso

Fome exagerada

Cansaço inexplicável

Muita vontade de urinar

Má cicatrização

Visão embaçada

Falta de interesse e de concentração

Vômitos e dores estomacais, frequentemente diagnosticados como gripe.

Os mesmos sintomas acima podem também ocorrer em pessoas com diabetes tipo 2, mas geralmente são menos evidentes. Em crianças com diabetes tipo 2, estes sintomas podem ser moderados ou até mesmo ausentes.

No caso do diabetes tipo 1, estes sintomas surgem de forma abrupta e às vezes podem demorar a ser identificados. Já no diabetes tipo 2, esses sintomas podem ser mais moderados ou até mesmo inexistentes.

Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem o diabetes tipo 1. Sabe-se que há casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença, mas outras têm os mesmos genes e não têm diabetes. Outro dado é que, no geral, o diabetes tipo 1 é mais freqüente em pessoas com menos de 35 anos, mas vale lembrar que ela pode surgir em qualquer idade.

DIABETES TIPO 2

O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

PRÉ-DIABETES

O que é pré-diabetes?

Pré-diabetes não é propriamente um diagnóstico, mas sim um estado de risco aumentado para o aparecimento de diabetes mellitus tipo 2. Pessoas com níveis de elevados de glicose (açúcar no sangue), obesidade e forte história étnica ou familiar de diabetes, podem ser consideradas de risco.

Quais fatores indicam que uma pessoa é pré-diabética?

Uma pessoa é considerada de alto risco para progressão ao diabetes quando apresenta alterações no metabolismo da glicose, isto é, níveis elevados de glicose de jejum ou hemoglobina glicada, além tolerância diminuída à glicose. Segundo a ADA (American Diabetes Association), valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, glicemia medida 2 horas após a ingestão de 75 gramas de glicose anidra entre 140 e 199 mg/dL e hemoglobina glicada entre 5,7 e 6,4%, aumentam significativamente o risco de progressão para diabetes, principalmente pessoas obesas, sedentárias e com história familiar positiva.

Esse diagnóstico condena uma pessoa a ser diabética ou ela ainda pode evitar de vir a se tornar uma pessoa diabética?

A maioria das pessoa em risco de progressão ao diabetes será diabética se não tomar os devidos cuidados. Contudo, como nem todos os fatores de risco são modificáveis, como a carga genética e a idade, por exemplo, algumas pessoas acabarão diabéticas mesmo tomando os devidos cuidados. É função do médico endocrinologista estimar estes riscos para adotar a melhor estratégia de “atravessar a rua”.

Se é possível, a partir deste diagnóstico, evitar o diabetes, quais as mudanças de hábitos e rotinas que essa pessoa deve adotar?

Em estudos clínicos, três estratégias se mostraram eficientes em prevenir o diabetes em pacientes de alto risco: perda de peso, atividade física e tratamento farmacológico. A mudança do estilo de vida, com alimentação adequada, atividade física regular e consequente perda de peso, é capaz de reduzir o risco em cerca de 30 a 40%. Já o uso da metformina é capaz de reduzir o risco em cerca de 20%.

Existem dados ou informações sobre a quantidade de pessoas portadoras de pré-diabetes? Quantas evoluem para diabetes? Quantas “regridem”?

No Brasil, em 2012, eram 12 milhões de pessoas diabéticas. Considerando que para cada paciente diabético, existam pelos menos 3 pacientes em risco, a estimativa é de mais de 35 milhões de brasileiros com pré-diabetes. Aproximadamente 25% dessas pessoas se tornarão diabéticas nos próximos 3 a 5 anos e a não progressão vai depender principalmente da capacidade de cada um de mudar seus hábitos. Atividade física regular e uma dieta rica em peixes, azeite de oliva, derivados lácteos e produtos integrais, além de acompanhamento médico apropriado, são fundamentais.
Fonte: https://www.endocrino.org.br